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Calça Thai

Mais sobre Comércio Justo: porque seus 10 princípios importam!

Já falamos bastante sobre Comércio Justo por aqui e até já explicamos as diferenças entre multinacionais e empresas de comércio justo por meio desse comparativo. Basicamente, o movimento do Comércio Justo luta por empresas mais sustentáveis e humanas, tratando com dignidade e justiça todos aqueles envolvidos na sua cadeia, além de levar em consideração práticas que não prejudicam o meio ambiente. Essa é uma alternativa para equilibrar os três grandes pilares que envolvem qualquer empreendimento: econômico, social e ambiental, já que em grande parte dos casos as empresas priorizam pelo primeiro.

Ainda que muitas organizações aplicam o Comércio Justo em sua modelagem de negócio e na sua estrutura empresarial sem necessariamente serem certificadas como um empresa de Comércio Justo, como é o caso da Calça Thai, existe uma organização que toma frente do movimento em âmbito mundial: é a World Fair Trade Organization (WFTO), ou Organização Mundial do Comércio Justo.

Selo Fair Trade

Em fevereiro de 2016, a WFTO lançou um selo de certificação, o primeiro dentro do universo do Comércio Justo. Para alcançar o selo, além de se inserir em diversas diretrizes e cumprir diversas regras que garantem que as empresas estejam totalmente comprometidas com a produção sustentável em toda sua cadeia, há também taxas a serem pagas para de fato ser considerado parte das organizações certificadas.

Ainda que, como falamos anteriormente, muitas empresas não tenham sido certificadas pela WFTO, os princípios propostos por Organização Mundial do Comércio Justo são utilizados como base para práticas de Comércio Justo em todas as outras organizações que desejam seguir essa linha de atuação. Os princípios funcionam como filosofias para que as diretrizes práticas sejam alcançadas. Por isso, resolvemos falar um pouco mais sobre o universo do Comércio Justo e os 10 princípios universais que guiam as empresas e que, aos poucos, outros empreendimentos vão se adaptando e tornando suas cadeias de produção mais conscientes. Em todos eles, relacionamos também políticas dentro da Calça Thai que vão ao encontro de um comércio mais consciente.

Moda consciente

 

1. Oportunidades para agricultores economicamente desfavorecidos:

Organizações que apoiam produtores marginalizados, negócios familiares, independentes ou cooperativas. Esse princípio permite que a instabilidade econômica seja contornada e que os produtores busquem sua autossuficiência.

O que a Calça Thai faz a respeito?

Trabalhamos com uma política de custos abertos, ou seja, é possível entender exatamente qual é a composição de custo de um produto Calça Thai.

Custos abertos

 

2. Transparência e responsabilidade

Comprometimento da organização em ser claro e transparente em relação à gestão e às suas relações comerciais, seja com produtores, seja com sócios, respeitando a confidencialidade de informações quando cabível.

O que a Calça Thai faz a respeito?

Trabalha com produtores locais de vilarejos do norte da Tailândia, melhorando sua renda mensal, sempre garantindo que eles não se endividem por conta das produções para a Calça Thai.

 

3. Práticas de negociação justas

É a garantia de que os fornecedores e produtores da cadeia sejam tratados garantindo seu bem estar econômico, social e ambiental, de forma que não se use da exploração da cadeia para maximizar lucros do negócio. Os contratos devem ser respeitados por ambas as partes - negócio e fornecedores -, e acordados previamente de acordo com as necessidades dos fornecedores.

O que a Calça Thai faz a respeito?

Além de cumprir com seus contratos, a Calça Thai paga os designers e os produtores antecipadamente para garantir que eles não se endividem comprando materiais ou outras matérias primas.

 

4. Pagamento de um preço justo

Mas o que é um preço justo? É um preço acordado anteriormente entre os produtores e o negócio, que faça sentido para o contexto local e permita que o trabalho seja remunerado de forma digna. Além disso, é essencial não haver diferença entre sexos e que homens e mulheres recebam as mesmas quantias por trabalhos iguais.

O que a Calça Thai faz a respeito?

Garantimos a igualdade entre homens e mulheres, tanto em salário quanto em oportunidades de acesso ao trabalho e à promoção, e pagamos salários ainda maiores que a média nacional, bem aceito pelos produtores.

 

5. Sem trabalho infantil nem trabalho forçado

Assegurar que não há trabalho infantil, escravo ou forçado entre sua cadeia de produção e nenhum dos membros que participam do negócio.

O que a Calça Thai faz a respeito?

Pelo contato próximo com nossos produtores, garantimos que em hipótese alguma menores de 18 anos ou trabalhadores forçados estejam envolvidos nas atividades referentes à produção de produtos para a Calça Thai

 

6. Não à discriminação e sim à igualdade de gênero e empoderamento feminino

Garantia de que a organização não permita nenhuma discriminação por conta de gênero, classe social, raça, religião, orientação sexual, política, idade ou HIV. Dar oportunidades iguais para qualquer pessoa sem discriminações.

O que a Calça Thai faz a respeito?

Como dissemos anteriormente, as oportunidades dentro da Calça Thai são as mesmas para homens e mulheres e nenhum tipo de discriminação é permitido.

 

 

7. Boas condições de trabalho

Oferecer um ambiente de trabalho limpo, seguro e saudável para os colaboradores e produtores. Buscam entender as condições de saúde e segurança dos ambientes de trabalho e melhorá-las. 

O que a Calça Thai faz a respeito?

Estimulamos que os produtores trabalhem o mais perto possível de suas casas, facilitando o contato com um ambiente saudável e familiar.

 

8. Desenvolvimento de capacitação profissional

Promover atividades que auxiliam os produtores a melhorarem suas habilidades profissionais de gestão, capacidade de produção e acesso a mercados. 

O que a Calça Thai faz a respeito?

Trabalhamos próximos dos produtores e estimulando que técnicas tradicionais sejam utilizadas nas confecções de nossos produtos, valorizando habilidades. 

 

9. Promoção do Movimento de Comércio Justo

Além de fazer, o nono princípio se refere a gerar diálogo sobre o Comércio Justo, apoiando outras organizações que seguem a mesma linha e falando sobre Comércio Justo, suas filosofias e benefícios em sua comunicação.

O que a Calça Thai faz a respeito?

Sempre fazemos o possível para trazer em pauta a importância do consumo mais consciente, seja falando especificamente de Comércio Justo, seja de outros conceitos que orbitam esse movimento: movimento Slow Fashion, moda vegana, e-commerces conscientes e outros.

 

10. Respeito ao meio ambiente

Maximizar o uso de matérias primas sustentáveis, vindas do comércio local; reduzir o consumo de energia; minimizar o impacto negativo de suas ações no meio ambiente, sempre que possível. 

O que a Calça Thai faz a respeito?

Além de utilizarmos a maior quantidade possível de matéria prima local e vegana, ou seja, que não veio de origem animal, também temos o selo Site Sustentável, que garante que todo o consumo de gás carbônico do nosso site seja compensado pelo plantio de árvores na Mata Atlântica.

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Comercio justo

Esperamos que os 10 princípios do Comércio Justo tenha feito você pensar ainda mais sobre seu consumo e as marcas com que se relaciona diariamente. Por aqui, continuamos pensando e tentando evoluir sempre!


INFOGRÁFICO | Comércio Justo X Grandes Multinacionais: quais as diferenças?

Já passou pela sua cabeça que realizar suas compras a partir de uma loja baseada em comércio justo e a partir de grandes multinacionais acarreta em diferenças em diversos aspectos? Diferente do que podemos imaginar, nossas roupas não são todas produzidas da mesma forma. Desde a origem dos produtos, o design, até o produto final e mesmo o que ocorre depois, há grandes diferenças quando se considera uma empresa independente e uma grande companhia. Venha entender melhor.

Comparações entre negócios

Origem

Quando compramos de grandes produtores, é difícil saber de onde aquele produto realmente vem. Geralmente essas empresas utilizam matérias primas de diferentes fontes, e nem sempre a cadeia de produção é confiável. Um estudo da USFIA (United States Fashion Industry Association) diz que 100% das empresas que têm menos de 100 funcionários tem sua produção terceirizada em 1, 2 ou 3 países apenas, enquanto grandes empresas com mais de 1000 funcionários chegam a lidar com mais de 20 países diferentes. Várias questões podem surgir, como utilização de recursos que prejudicam o meio ambiente, que são de baixa qualidade, ou mesmo que vêm de fontes duvidosas.

Tratando-se de pequenas lojas, é mais fácil saber de onde exatamente os recursos vêm, sendo mais simples ter controle do residual deixado pelo produto que você está adquirindo.

Comercio justo infografica

 

Volume produzido

No caso de multinacionais, os volumes são enormes. Essas empresas têm lojas por todo o mundo e precisam suprir demandas de diversos países. Para lojas menores, baseadas em comércio justo, volume vem em segundo plano. Primeiro, o foco é oferecer um produto de alta qualidade, prejudicando o mínimo possível o meio ambiente e tendo uma cadeia produtiva limpa e consciente.

Multinacional x Comércio Justo: Volume

Métodos de Produção

Quando produzidos em grande quantidade, a automatização é a maior possível. Não apenas pela quantidade, mas também pela necessidade de agilizar o processo e otimizá-lo, fazendo mais no menor tempo. Por outro lado, quando a produção é realizada em pequena escala, é possível ter um processo mais manual, muitas vezes até mesmo artesanal, com foco na qualidade, duração e o detalhes de um produto. 

Multinacional x Comércio Justo: Produção

Preço

Se você está focado na economia, esse é um dos pontos que pode pesar na hora de se comprar de um comércio justo. Grandes companhias, que produzem em grande escala, geralmente são capazes de cobrar menos por seus produtos, a não ser que tenham um posicionamento premium. Isso ocorre porque conseguem manter seus custos menores. No caso de pequenas lojas que têm uma produção reduzida, os custos acabam sendo maiores e precisam ser repassados aos consumidores. Segundo a USFIA, o fator que mais afeta o custo de produção é o custo do trabalho, ou seja, da mão de obra. Ele é seguido pelo custo de matéria prima, envio e por último o custo associado a políticas e regulações do comércio.

Multinacional x Comércio Justo: Preço

Processos terceirizados

Quanto menor a loja, maior a tendência de realizar todos os processos dentro dela, desde design até entrega e serviço ao consumidor. Isso garante maior controle e padronização de qualidade por parte da empresa.

Quando se trata de empresas maiores, muitos dos processos são terceirizados: produção, finalização, entrega, atendimento, dependendo de cada empresa.

E pra onde vai o seu dinheiro?

Essa é uma questão delicada. Em termos de transparência, a Fashion Revolution realizou uma pesquisa com 40 grandes marcas e apenas cinco delas disponibilizam informações abertas sobre o primeiro nível da sua cadeia de produção. Vinte e quatro dizem que realizam o rastreamento e acompanhamento mas não divulgam as informações e doze não acompanham nem publicam nada. Para a maioria das multinacionais, quase nada do lucro fica na cadeia de produção, sendo que a maior parte fica com os próprios donos, investidores e alto escalão da empresa. As empresas garantem pagar os serviços ou recursos utilizados durante o processo de produção, mas o lucro fica concentrado nas mãos de poucos. 

No caso do comércio justo, a ideia é que todas as partes do processo de produção sejam beneficiadas. Não necessariamente o lucro será dividido entre todos, mas as proporções são mais justas, de modo que todos os envolvidos recebam salários honestos e que o lucro final que fica com a empresa não seja tão discrepante do resto. 

Objetivos dos negócios

Quando falamos de comércio justo, mais do que oferecer um serviço ou um produto, também oferecemos um conceito: uma cadeia produtiva consciente, responsável, limpa e aberta. Sendo assim, o objetivo vai além do produto final, ou seja, além de fazer dinheiro ou montar um negócio, no comércio justo há uma grande preocupação social e ambiental por trás do produto ou serviço final. A ideia é que negócios possam impactar positivamente as vidas de todos os envolvidos. 

Claro que há multinacionais que também têm tais preocupações, porém casos como esse são mais difíceis de ser encontrados. Todos nós já nos deparamos com escândalos de grandes empresas, principalmente no setor têxtil e fashion, que oferecem péssimas condições de trabalho para seus funcionários, às vezes até mesmo ilegais. Na grande parte dos casos, o objetivos dessas empresas é maximizar seu lucro, oferencendo produtos de baixa qualidade - que serão substituídos em pouco tempo -, e de baixo custo - o que é refletido numa cadeia de produção nem sempre honesta.

Multinacional x Comércio Justo: Objetivos

 

Vale ressaltar que não estamos pregando o vilão e o mocinho. Podemos encontrar tanto uma multinacional fazendo um trabalho justo e limpo, quanto um empresa pequena tendo práticas indevidas. Porém, quando se trata de empresas que se focam no comércio justo, a ideia é exatamente promover a consciência dentro do negócio - e a Calça Thai caminha sempre com essa essência!

Infográfico: Comércio Justo x Grandes Multinacionais


5 lojas inspiradoras: explore o ecommerce social

De vez em quando nos deparamos com lojas e iniciativas que chamam nossa atenção e se conectam com nossa essência, seja pelo conceito, seja pela transparência, seja pela inovação. A maioria delas também faz parte do mundo da moda e do vestuário e tem fortes razões de ser, ou seja, elas deixam bem claro que existem por uma razão que vale a pena ser compartilhada. Confira algumas de nossas preferidas!

1. Insecta Shoes

Insecta Shoes

"Insecta Shoes são sapatos ecológicos e veganos, produzidos no Brasil. Transformamos em sapatos peças de roupa vintage, além de garrafas de plástico recicladas. Os mais diversos tecidos e estampas daqueles modelitos abandonados no passado viram botas, oxfords, sandálias e slippers veganos, sem nenhum uso de matéria-prima de origem animal."

A Insecta nasceu no Sul do Brasil, em Porto Alegre, no ano de 2014. Desde então vem produzindo sapatos unissex feitos a partir de roupas de brechós garimpadas à mão e garrafas plásticas, além de outros materiais necessários para a estrutura do sapato. Todo o conceito da Insecta se baseia no reaproveitamento - e o resultado final é lindo!

2. PP Acessórios

 

PP Acessórios

"A PP é uma marca incentivadora da transformação social, trabalhando o couro excedente da indústria calçadista da forma mais pura: cru e com acabamento a fio, em um processo totalmente sustentável. Tiramos os excessos, deixamos o essencial, verdadeiro."

Também de Porto Alegre, a PP produz bolsas de couro reaproveitando material não utilizado e evitando ainda mais envio de lixo tóxico para a natureza. Sustentável, feita à mão e com foco na qualidade, o estoque é renovado a toda semana e cada peça é única. 

3. Tiê 

Tiê

"Moda feminina, masculina e acessórios de muito bom gosto, e que ainda estão em harmonia com um futuro melhor para todos nós. Assim surgiu, há alguns anos, a ideia de colocar tudo isso em prática, assim surgiu a Tiê." 

Essa loja quer retratar a pluralidade cultural no Brasil por meio de uma produção que agride o mínimo possível o ambiente. Ela utiliza materiais reciclados, orgânicos ou de manejo. Foca-se em roupas, mas vende também calçados e acessórios para homens e mulheres.

4. Green Co.

Green Co.

"Temos o compromisso em desenvolver produtos que surpreendam nossos clientes. Cada linha de produtos Green Co. é desenvolvida buscando atender diferentes perfis e estilos, satisfazendo desejos e necessidades dos consumidores mais exigentes. O conforto proporcionados pelos produtos estão aliados a qualidade e acabamento impecáveis."

O foco da loja Green Co. é produzir roupas, acessórios e calçados a partir de matérias primas recicláveis e tecnológicas. O tripé em que a criação de seus produtos se baseia é composto por estilo, qualidade e consciência ambiental. Além de loja online, a Green Co. conta também com lojas físicas e sistema de franquia.

5. Lucid Bag

Lucid Bag

Já ouviu falar de guarda-roupa coletivo? A gente explica melhor!

"Sabe aquele dia que você olha para seu armário cheio de roupas e parece que nada mais te interessa, combina ou cai bem? E se você pudesse ter acesso ao guarda-roupa de muitas mulheres para pegar uma peça emprestada sempre que tivesse vontade de usar algo diferente? Essa é a proposta do Lucid Bag guarda-roupa coletivo, uma comunidade de empréstimos, aluguel e trocas de roupas e acessórios."

A Lucid Bag aposta na ideia da colaboratividade para que as mulheres possam ampliar a variedade de roupas nos seus guarda-roupas sem necessariamente ter que comprar um nova peça, impactando no menor consumo e consequentemente menor produção. Qualquer pessoa pode tentar participar e a decisão final é baseada no potencial de circulação das peças. 

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E aqui na Calça Thai?

Fazemos parte desse movimento e adoramos ver outras startups e lojas que querem transformar o ecommerce no Brasil, por meio de negócios autênticos e conscientes. Criando uma rede de apoio e admiração, podemos compartilhar ideias limpas, inovadoras e impactar o crescimento de negócios com foco social. 

 


    Moda é muito mais que tendência – Conheça a Moda Atemporal

    A mudança é algo constante na moda. “Tá em alta”, “tá em baixa”, saiu de moda, agora voltou. Grande parte da indústria da moda gira em torno das mudanças, tanto por conta das tendências, quanto por conta da produção, ou seja, roupas que são produzidas para durar poucas lavagens e assim em pouco tempo o consumidor comprará outra peça. Na direção contrária dessa ideia existe um outro conceito, quase um movimento, no qual nós da Calça Thai nos inserimos: a Moda Atemporal.

    Sendo focada tanto em oferecer um conceito de design quanto um conceito de negócios, a Moda Atemporal inclui roupas que “não caem de moda”, independente da estação, da temporada e das tendências do momento. Em termos de design, essas peças não seguem o corte, o tecido ou a cor da vez; elas estão relacionadas a um posicionamento visual que independe do tempo. Já em termos de negócio, as roupas são mais duradouras porque a ideia é que sejam utilizadas durante o ano todo, independente da estação.

    Calça Thai Clássica Branca

     O conceito de moda, por si só, já é uma descoberta que diz muito. Ele veio da França e por lá significava aparência externa, ou seja, ao nascer, o conceito de moda não era relacionado a mudanças constantes e reinvenções frequentes como fazemos hoje, e sim ao vestuário que as pessoas utilizavam e como ele transmitia uma imagem. A relação entre moda e tendência surgiu na indústria moderna e, desde então, para se falar de uma moda que independe das mudanças das estações, utilizamos o termo Moda Atemporal.

    A adaptação da noção de Moda Atemporal pelos consumidores se dá por duas razões principais: prática e conceitual. Considerando o lado prático, temos empresas com processos de produção mais lentos e que não acompanham a velocidade do “fast fashion”, e também regiões em que as estações do ano não são tão bem definidas e a temperatura é semelhante durante todo o ano. Tratando-se do Brasil, ainda que nós da Calça Thai oferecemos calças em dois materiais diferentes que atendem melhor inverno e verão (algodão e rayon), sabemos que as temperaturas não se alteram drasticamente como se compararmos a um país do hemisfério norte, por exemplo.

     

    Calça Thai Pena Marrom

    A razão conceitual, entretanto, talvez seja a mais forte, tanto para nossos clientes quanto pra gente: é a busca pelo consumo mais responsável, onde nossas roupas não precisam ser descartadas com uma frequência tão alta, e também a lealdade a um design ou corte que existe independentemente das tendências. Essa teoria também exige muito das empresas que produzem as peças, uma vez que precisamos garantir a qualidade de uma peça duradoura e também assegurar consistência a longo prazo nos nossos produtos e na nossa produção.

    Aqui na Calça Thai, acreditamos que nossos clientes não compram uma peça de roupa ou um item fashion, mas sim um conceito – que é a razão pela qual existimos e pela qual conduzimos nossa startup da maneira como o fazemos. Em termos de design, nossa identidade é trazer calças estilo tailandês, mais largas, leves e com gancho baixo, independente do modelo de calças que está em alta no momento. Mas nosso maior feito é a noção ética que nos insere no movimento “Slow Fashion”, ou moda lenta, mantendo nossa produção com os vilarejos do norte tailandês, realmente nos importando com seus meios de vida, sem nos preocupar em nos adaptar a constantes alterações temporais. Mais que pertencer a uma tendência, aqui você pertence a uma causa.


    O real custo de produção de uma loja de comercio justo

    Aqui na Calça Thai falamos muito sobre práticas de comércio justo -  que envolvem a produção responsável, e slow fashion – movimento pela moda consciente. Também falamos muito sobre sermos uma empresa autêntica e uma marca de personalidade forte, que caminha e cresce seguindo à risca os princípios nos quais acreditas e se adaptando constantemente para melhor impactar o mundo e traz conforto e satisfação aos nossos clientes. Considerando todas essas crenças e práticas, um fator que tem extrema importância pra equipe da Calça Thai é a transparência.

    Transparência, em termos comerciais, quer dizer adotar uma política de custos justos e abertos. O que exatamente isso significa? Queremos que vocês, clientes, entendam porque nossos produtos custam o quanto eles custam e qual porcentagem do que vocês pagam vão pra cada etapa do processo de produção. Acreditamos que essa é uma maneira de trazer para a prática nossas crenças e princípios, de modo que possamos construir uma empresa real, honesta e autêntica.

    Nesse infográfico abaixo, é possível entender exatamente como nossos custos são quebrados e repassados para o preço final das peças:

    Calça Thai infográfico comercio justo

    Como se pode imaginar, cada modelo apresenta suas particularidades e esses custos sofrem pequenas alterações de acordo com a peça, mas essa é uma média real que traz uma ideia honesta de como o preço final é estabelecido.

    A partir da imagem, podemos ver que os maiores custos dizem respeito à produção em si, seguidos da postagem. Em relação à produção, esse valor é mais alto do que a média das empresas no mesmo setor porque garantimos que seguimos práticas trabalhistas justas: que todos nossos funcionários recebam salários dignos e acima da média nacional, que nenhum menor de 18 anos esteja envolvido na produção, que mulheres recebam as mesmas oportunidades que homens, que os salários sejam pagos antecipadamente para garantir que nenhuma costureira ou designer se endividem comprando materiais e que a produção seja realizada localmente, promovendo tradições tailandesas e incrementando a renda de áreas rurais.

    Quanto à postagem, apesar de os clientes não precisarem pagar uma taxa a mais pelo frete, esse valor está incluso nos custos aos quais temos com que arcar – essa é a razão pela qual algumas das peças custam mais que R$100, pois o peso acima da média de algumas peças pode aumentar o custo da postagem.  

    O custo de marketing representa 8% do preço total. Ele engloba todos nossos custos com redes sociais e mídia, mas promoções também são parte disso: qualquer desconto que oferecemos entram na conta com custos relativos ao marketing. Despesas bancárias e impostos são responsáveis por 10% do preço final. Esse custo é relativamente alto porque temos operações em diferentes regiões do mundo e gerenciamos diferentes câmbios e moedas, realizando transferências frequentes, o que faz com que acabemos pagando altas taxas para bancos. Custos menores, mas também importantes, ficam com embalagem, imposto corporativo e, por fim, a margem de lucro, que inclui custos operacionais do dia a dia, assim, como salários da equipe da Calça Thai.

    Por meio da transparência de custos que trazemos aqui, esperamos que todos vocês compreendam de fato o modelo de negócios da Calça Thai e nosso desejo de sermos sempre abertos e honestos, causando impacto positivo no nosso mundo. Acreditamos que fazer negócio não diz respeito apenas a fazer dinheiro: essa, sem dúvida, é uma parte essencial do processo – mas muito mais que isso, fazer negócios é criar oportunidades de trabalho e expressão; é unir tradições e promover o intercâmbio de culturas; e é concretizar ideais por meio de calças artesanais, expressando nossa filosofia em peças cheias de qualidade, estilo e alto astral, feitas para acompanhar sua jornada de vida.


    Descubra a moda consciente com o movimento Slow Fashion

    Movimento Slow

    Há alguns anos tem surgido um movimento que caminha em sentido oposto à aceleração da rotina, à descartabilidade dos produtos e à velocidade dos nossos relógios, cada vez mais rápidos. É o Slow Movement (movimento lento) ou Slow Life (vida lenta). Ele preza pela sustentabilidade, pelo bem estar e seus seguidores têm uma característica em comum: a vontade de levar a vida em um ritmo mais tranquilo e consciente.

    Uma das principais e mais conhecidas manifestações do Slow Movement se deu  no mundo da moda: o Slow Fashion. Ele é vai na contramão do conhecido fast fashion, conceito de grandes marcas varejistas, onde coleções são lançadas constantemente a preços baixos, com consumidores estimulados a comprar sempre, impulsivamente e, muitas vezes, mais do que precisam. Esse consumo exagerado tem seu preço: é refletido em condições de trabalho às vezes desumanas e na exploração excessiva de recursos naturais.

    O Slow Fashion surge em um cenário que busca o retorno ao equilíbrio, onde a indústria da moda não comprometa o meio ambiente nem o bem estar das pessoas e produza peças mais duráveis e atemporais. Carl Honore, autor do livro “In Praise of Slowness” (intitulado “Devagar” no Brasil), diz que a abordagem slow nos encoraja a fazer tudo no seu tempo para garantir a qualidade da produção, para dar mais valor a uma peça e para contemplar sua conexão com o meio ambiente.


    Slow Fashion BrasilHá uma preocupação constante com toda a cadeia produtiva - social, econômica e ambientalmente, não deixando de lado a produtividade e rentabilidade do negócio. Esse cuidado é refletido em cada composto relativo ao produto final: nos materiais utilizados pra confecção das peças, no design, nas condições de trabalho dos produtores, no método de entrega, na estratégia de posicionamento e branding e nos conteúdos que a marca produz nos seus canais.

    Na Suécia, alguns pesquisadores participantes de um programa de liderança estratégica por meio da sustentabilidade cunharam um guia para inserir valores do Slow Fashion em um negócio:

     

     

    • ter ideia do todo (todos conectados em um grande sistema ambiental e social);
    • reduzir o consumo (a produção em sintonia com o ritmo dos recursos naturais);
    • prezar pela diversidade (ecológica, social e cultural);
    • respeitar as pessoas (tratamento justo aos trabalhadores e consumidores);
    • reconhecer as necessidades humanas (oferecer moda com conexão emocional, contando uma história, convidando o consumidor para ser parte do processo);
    • criar conexões e relações (colaboração e co-criação);
    • resourcefulness (utilização consciente de recursos e suporte ao desenvolvimento de negócios e habilidades locais); 
    • garantir qualidade e preocupação estética (longevidade e estilo das peças);
    • garantir rentabilidade (sustentabilidade financeira e competitividade com o mercado);
    • praticar atitudes conscientes (agir responsavelmente, fazendo a diferença de maneira inovadora).


    Aqui no Calça Thai também acreditamos que esse é o caminho para se fazer moda de maneira sustentável, sempre prezando a produção de peças confortáveis, estilosas e de qualidade. E tudo isso é reflexo do que nossos clientes também buscam e acreditam.

    Na prática, incorporamos o slow fashion em diversos detalhes do nosso cotidiano. Prezamos por valores consistentes de comércio justo, onde todos os envolvidos na produção, no gerenciamento e nas vendas são tratados igualmente, com respeito e cuidado, desde os costureiros até os clientes.

    Comercio justo calça thai
    Com o objetivo de garantir que nossa cadeia funcione de maneira ética e justa, trabalhamos lado a lado dos produtores, supervisionando todo o processo de produção, embalagem e envio, feito por nós mesmos, sem a contratação de terceiros. Para que isso possa acontecer, pedimos que nossos clientes aguardem pacientemente a entrega dos nossos produtos, que leva entre 15 e 30 dias, apesar de sabermos que eles estão acostumados a entregas de um dia para o outro comprando de multinacionais. A espera e o processo lento e cuidadoso tornam a produção ética uma realidade.

    Além disso, inserimos o retorno dos clientes no nosso processo de inovação. Ao mesmo tempo que acreditamos no nosso trabalho, queremos o feedback dos clientes para que nossos produtos sejam cada vez mais próximos do que eles procuram. Calças de cores lisas e modelos masculinos são resultado desses feedbacks.

    Também garantimos que tradições e habilidade locais sejam mantidas, conectando a produção de comunidades rurais com mercados aos quais eles dificilmente teriam acessos, como o Brasil, sem perturbar seu estilo de vida. Utilizamos nosso conhecimento sobre os dois países e culturas para gerarmos novas oportunidades e pontes antes inexistentes.

    Por fim, além de apenas vendermos roupas, buscamos apoiar e destacar a cultura tailandesa por meio do nosso blog, nossas redes sociais e outros canais de conteúdo, sempre oferecendo uma troca de culturas relevante e enriquecedora.

    Nossos clientes satisfeitos e engajados são o resultado de uma indústria da moda mais justa e consciente. O slow fashion veio pra ficar e o Calça Thai abraça esse movimento todos os dias.