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Música Tailandesa: Descubra seus Estilos e Influências

Por definição, a música é a arte de se expressar ideias por meio de sons, de forma melodiosa e conforme algumas regras que garantam sua harmonia. Assim como a gastronomia, a obra musical de um determinado lugar ou povo também é uma representação cultural, já que a maioria dessas canções expressam crenças ou descrevem sua história, refletindo o contexto em que foram criadas.

Então nada melhor do que entender a musicalidade tailandesa para aprendermos mais sobre essa cultura tão rica e plural! Vamos lá?!

A Música Tradicional Tailandesa
Na Tailândia, a produção musical tradicional (também chamada de folclórica) acaba por refletir a posição geográfica do país (entre a China e a Índia), além de rotas comerciais que historicamente incluíram a Pérsia, a África, a Grécia e Roma. O contato e as influências culturais vindas de fora permearam essas criações e, mesmo a Tailândia nunca tendo sido colonizada, os dois estilos mais populares são um ‘mix’ dessas referências: o Luk Thung (que incorporou fortemente elementos asiáticos) e o Mor Lam (muito popular ao norte do país e que tem estreita afinidade com a música do Laos, país vizinho à Tailândia). Ambos os estilos podem ser considerados ‘country’ por refletirem a vida dos tailandeses que viviam em áreas rurais.

Grupo de Música Clássica Tailandesa

A Música Clássica tailandesa, no formato que se conhece atualmente, surgiu há cerca de 800 anos na região central do país. Mesmo que em seu início esse estilo tenha sido profundamente influenciado pelas músicas tradicionais indianas, hoje ele é uma expressão essencialmente tailandesa.

Além da música Clássica Thai, outros estilos importantes dessa vertente são o Piphat (considerada a mais comum e icônica música tradicional tailandesa), o Khrueang Sai (usado principalmente em performances instrumentais nacionais e para acompanhar o Hoon Grabok tailandês – teatro de marionetes), o Mahori (tocado por mulheres na região central da Tailândia e que, se comparado aos outros estilos, dá maior destaque aos vocais), e o Kantrum (música de ritmo rápido e tradicional do sul do país, na região que faz fronteira com o Camboja).

Ao mesmo tempo que a constituição musical tailandesa foi inspirada em outras culturas, o oposto também aconteceu com os países vizinhos a Tailândia, já que a música clássica teve grande influência nas tradições musicais de Mianmar, do Camboja e do Laos. No período entre o final do século XVIII e o início do século XIX, por exemplo, uma espécie de intercâmbio cultural foi observado no Camboja em que dançarinos clássicos e músicos aprimoraram seus conhecimentos com mestres e professores tailandeses. Essa relação fez com que houvesse uma forte absorção cultural tailandesa sobretudo entre as classes mais altas da sociedade cambojana.

Ranat Ek: Xilofone Tradicional TailandêsRanat Ek: Xilofone Tradicional Tailandês


Instrumentos Musicais Tailandeses
Não tem como falarmos sobre música sem pensar nos instrumentos que produzem os seus sons, não é?! E embora os estilos tradicionais tenham diferenças significativas entre si, o conjunto base de instrumentos musicais usados em sua composição e reprodução são os mesmos. Por exemplo: eles compartilham de pequenos pratos (ching) e um tipo de baqueta (krap) para marcar a batida principal da música, além de pequenos tambores (klong) para a base rítmica.

Se a produção musical sofre influências externas, os instrumentos musicais tailandeses tradicionais também refletem esse fator e são variados, como por exemplo: o Klong Thap (percussão) e o Khim (cordas) são de origem persa; o Jakhe (cordas) de origem indiana; e os instrumentos de percussão Klong Jin (origem chinesa) e o Klong Kaek (origem indonésia).

Influência da Música Ocidental
É normal que a música tradicional sofra evoluções. Na Tailândia, a música pop e outros estilos europeus e americanos tornaram-se populares durante o século XX, quando a música clássica tailandesa foi desencorajada por ser vista como retrógrada durante as agressivas políticas nacionalistas de modernização. Essa iniciativa estimulou modificações nas músicas tradicionais e a criação de diversos novos estilos.

Nos últimos anos, as artes clássicas se beneficiaram do aumento do patrocínio e do financiamento governamental à cultura tradicional tailandesa.


Ficou interessado e curioso para ouvir alguns ritmos desse país tão especial?! Aproveite para descobrir bandas ou grupos de música clássica tailandesa e nos conte nos comentários o que achou!

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Você sabe diferenciar a Calça Saruel da Calça Thai?

Se você nos acompanha aqui há algum tempo, deve lembrar que nós já contamos brevemente (em um outro post do Blog) sobre as diferenças entre a Calça Thai, a Calça Harem e a Calça Saruel. Como as particularidades entre esses estilos podem ser sutis, neste post nós vamos nos aprofundar ainda mais na história da calça Saruel, falando sobre sua origem e características.

Ao te perguntarmos o que sabe sobre a Saruel, provavelmente você se lembrará de calças largas. E basicamente é isso mesmo! A palavra ‘Saruel’ tem origem árabe e seu significado é ‘algo que cobre a cintura’. Tipicamente, a calça Saruel era feita de percal (tecido fino de algodão com a trama muito fechada) e acredita-se que ela tenha vindo da Pérsia (inspirada nos modelos indianos), por volta do século VI, logo sendo adotada por muitas comunidades árabes; tanto por homens quanto por mulheres, no Norte da África e na Península Arábica em países predominantemente muçulmanos.

O modelo clássico contava com um cordão de couro no cós e poderia ser amarrado na cintura ou no quadril. Além disso, seu comprimento nunca passava dos joelhos, e sua forma era de um retângulo simples, cortado a partir de três ou quatro pedaços de tecido, sendo a parte central mais ampla. Quanto mais larga essa parte da calça, mais tecido era necessário em sua confecção e o preço da peça se elevava. Essa característica era importante não apenas do ponto de vista estético, mas também funcional, já que se tratava de uma vestimenta prática para a realização de algumas tarefas, como a montaria de camelos e cavalos. Calças com corte reto ao corpo não funcionariam da mesma forma. A Saruel ainda podia ser usada sob vestidos, túnicas e um tipo tradicional de roupão esvoaçante (todos com o comprimento até os tornozelos).

Variedade de estilos de Saruel que surgiu no período medieval

No período medieval, uma grande variedade de estilos de Saruel passou a existir, considerando seu comprimento (tornozelos, panturrilhas ou joelhos), seu corte (mais largo ou próximo ao corpo) e o gancho (mais alto ou baixo). Seu estilo podia variar regionalmente, mas a calça Saruel sempre era caracterizada por ser solta e ampla, sobretudo nos quadris. Cada tipo de Saruel tinha um nome diferente e um grupo de pessoas que adotavam o estilo. Homens e mulheres usavam essa calça independente do momento e da região onde viviam (fosse urbana ou rural). Tradição essa que continua até hoje em muitos países islâmicos.

A Calça Saruel no Ocidente
Procurando pela internet, é comum encontrar um equívoco: que a palavra ‘Saruel’ deriva do francês (Sarouel). E essa confusão tem uma explicação! No século 19, militares franceses em expedição pelo Norte da África (Marrocos, Argélia e Tunísia) tiveram que adotar a vestimenta para resistirem às altas temperaturas do deserto. Por serem feitas com tecidos naturais (leves e respiráveis), com corte largo, as calças Saruel se tornaram item essencial na missão. Ao retornarem para a França, eles levaram as peças consigo e introduziram o modelo ao ocidente de forma despretensiosa.

Desde então, passou a existir uma ampla variedade de estilos desse modelo que continua evoluindo e influenciando a moda ocidental para homens e mulheres. No entanto, se buscar rapidamente por imagens na internet, você verá que é mais fácil encontrar calças Saruel que contam com o corte reto (mais justo nas pernas) e o gancho baixo, com maior volume nos quadris.

Militares franceses introduziram a Calça Saruel ao ocidente de forma despretensiosa

Hoje em Dia
Hoje as calças Saruel são mais frequentemente usadas pelos homens e podem ser longas, chegando até o chão, ou curtas, atingindo um pouco abaixo do joelho. Entretanto, há um estilo de Saruel que continua a ser muito usado em toda a África do Norte (do Marrocos ao Egito), e que passou por algumas adaptações. O cós, que antes era tradicionalmente preso por um cinto ou cordão, agora tem pregas frontais e traseiras e uma faixa de cintura com cerca de três a quatro dedos de largura. O que não mudou é a parte central ampla e o gancho baixo.

O comprimento ainda varia, mas os estilos mais comumente usados são os que vão até o meio da panturrilha, e logo abaixo do joelho. A calça Saruel ainda pode ser bordada, acompanhando os detalhes da túnica ou manto que faz composição com a peça. Nos países do Golfo Pérsico também há um estilo de calça chamado Saruel que se assemelha às largas calças masculinas de pijama e geralmente vão até o tornozelo. Elas contam com cordões largos ou elásticos para prender na cintura.

Para muitos brasileiros, a calça Saruel tem tecido mais encorpado, como o moletom. No Brasil, esse modelo surgiu na década de 90 e foi uma das calças mais usadas entre os jovens na época. Depois desse boom, ela voltou a ser popular em 2009 e mais recentemente em 2015.

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Gestos e suas simbologias: mais uma curiosidade tailandesa

Ainda que alguns sinais com as mãos e com o corpo sejam universais e compreendidos em qualquer lugar, cada país tem também gestos próprios, intrínsecos na sua cultura, que muitas vezes só os próprios moradores entendem. Esses gestos dizem muito sobre o tipo de sociedade que é constituída em cada país, sobre as noções de respeito, intimidade e hierarquia. Vamos contar um pouquinho mais sobre os gestos que são utilizados pelos tailandeses e isso vai lhe dar uma noção ainda melhor da cultura thai.

Talvez o gesto mais famoso e diferente seja o wai. Já mencionamos esse gestos em posts no Facebook, mas vamos relembrar. Ele é utilizados para cumprimentar, assim como demonstrar gratidão, desculpas e respeito. É necessário juntar as duas mãos ao peito e se curvar. Quanto mais perto do rosto as mãos estiverem, maior é o respeito demonstrado.

Mulher Tailandia Wai

Essa mesma posição das mãos, quando em frente ao colo, é o gesto utilizado durante a meditação profunda, ou samadhi. E o ato de se curvar, sem as mãos, também é utilizado bastante como símbolo de respeito, tanto por estudantes aos seus professores, quanto por qualquer um a alguém que seja mais velho. 

O respeito pelos mais velhos é uma característica forte na Tailândia, um país onde as hierarquias são enormes. Além de se curvar ser um ato realizado com frequência, sentar em uma posição mais alta que uma pessoa com mais idade que você é considerado falta de educação.

Outro símbolo bacana é o de "eu te amo", representado pelo dedão, dedo indicador e o mindinho levantados, com a mão virada para a pessoa com quem você está falando. Esse gesto também é usado na linguagem de sinais, ou Libras. Para dizer que está tudo bem ou que algo deu certo, fazemos como no Brasil, levantando o dedão e fechando os outros dedos, nosso "sinal de jóia".

Gesto - eu te amo

O sinal de V, que aqui utilizamos como paz e amor, lá é usado quando você está torcendo por alguém ou demonstrando apoio. O sinal de OK é feito com um círculo formado pelo dedão e o dedo indicador, e levantando os outros dedos. Esse mesmo gesto é usado por mergulhadores com a mesma finalidade.

Ok sinal - mergulhadores

Quando se trata de gestos incomuns ou indelicados, a diferença em relação ao Brasil é enorme. A Tailândia não é uma sociedade orientada para o toque ou contato. Dessa maneira, tocar outra pessoa, principalmente alguém de quem você não é íntimo, é algo muito grosseiro. É bom destacar o toque na cabeça, que nunca deve ser feito. Abraços e beijos não são saudações comuns, assim como o aperto de mão - a não ser para amigos muito próximos.

Na Tailândia, colocar as mãos nos quadris também é algo muito indelicado pois demonstra impaciência a quem você está se dirigindo. Olhar fixamente é considerado rude, e manter contato visual por muito tempo pode ser intimidador. Apontar para outra pessoa com o dedo também é visto como algo extremamente indelicado.

Também é muito rude utilizar os pés ou pernas para apontar, seja para pessoas, comidas ou imagens do Buda, assim como colocar os pés em mesas ou cadeiras. Sempre se tira o sapato antes de entrar em um ambiente e não se usa os pés para realizar nenhum sinal.

Como podemos ver, muitos gestos utilizados na Tailândia são apenas daquele país, ou típicos da região do sudeste asiático. Antes de ir para qualquer país, é sempre bom descobrir essas particularidades para não dar bola fora ou soar desrespeitoso. E se você não for viajar agora, sempre vale descobrir essas curiosidades culturais!

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A cultura tailandesa dos Espíritos: proteção e crença (e um pouquinho de medo)

Já sabemos que a Tailândia detém uma cultura extremamente espiritualista. Aqui no blog da Calça Thai, já falamos sobre o xamanismo e sua busca pelo mundo dos espíritos. Também sobre a enorme quantidade da população que é budista e como o país é impactado por conta da religião. Diante de toda essa inclinação espiritual, um ponto se destaca: os espíritos, ou Phi, na língua thai. Intrínsecos entre as crenças dos tailandeses, os espíritos trazem proteção - mas por ser algo sobrenatural, também causam algum receio.

Budismo - Espíritos

Acredita-se que os espíritos estão por toda parte mas principalmente em algumas árvores, perto de templos e em casas abandonadas. Se você compra um terreno para construir uma casa, por exemplo, assim que sua casa estiver de pé, o próximo passo é construir a casa dos espíritos. Isso ocorre justamente porque a crença diz que os espíritos já estavam lá antes de você chegar, dessa maneira, você precisa proporcionar moradia para os mesmos. Essa casinha se encontra em quase todas as casas e prédios pela Tailândia, até mesmo em estabelecimentos comerciais e universidades, e todos os dias recebem oferendas do povo, como incensos, flores e comidas. Uma curiosidade é que é comum encontrar refrigerantes sabor morango nas casas dos espíritos, já que acredita-se que eles gostam de bebidas doces. 

Casa dos Espíritos - Fanta sabor Morango

 A crença nos espíritos é muito antiga, tendo surgido a partir de lendas do folclore local. Pouco é encontrado escrito e registrado sobre isso: a maior parte dessa cultura é transmitida pela contação de histórias entre as famílias. A mídia moderna também contribui para que essa crença se mantenha viva e seja ainda mais disseminada, já que diversas novelas e filmes tailandeses incluem espíritos em seus enredos e trazem esse ponto à tona, principalmente puxando para o terror - o que pode influenciar no nosso próximo ponto: o medo que alguns tailandeses sentem de espíritos.

Oh My Ghost! Thai Movie

Ainda que os tailandeses prezem pelo bem estar dos espíritos, sempre garantindo que eles estejam bem cuidados, muitos deles também têm medo de encontrar um espírito por aí. Tal característica pode ser influenciada por essa abordagem da mídia moderna, que na maior parte dos casos traz os espíritos como criaturas assustadoras, aterrorizantes, muitas vezes até mesmo deformadas fisicamente e causando susto em pessoas comuns. Conversando com tailandeses, é comum compartilharem histórias de tensão, como casos que eles mudaram a rota de uma viagem por acreditarem ter visto um espírito pelo caminho, ou não querendo entrar em um quarto de uma casa por acreditar que estão ouvindo ou tendo sinais da presença de um espírito, ou mesmo deixando uma cama vaga dentro do quarto, para que o espírito possa dormir.

Para quem não acredita, é difícil entender como tudo isso funciona, porque é algo que acaba se tornando muito distante do racional. Já para aqueles que têm essa crença, é algo tão normal que já está intrínseco no dia a dia: faz parte da cultura, das casas, das ruas e da sabedoria popular. Essa é mais uma parte da riquíssima cultura espiritual tailandesa - e fique ligado que sempre vem mais por aí!

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Afinal, por que homens não podem usar saias?

Falamos recentemente sobre moda unissex e explicamos a razão pela qual acreditamos que as Calças Thai são ideais não apenas para diversos tipos de corpos, mas para ambos os gêneros. Esta discussão fez com que surgissem algumas outras questões, entre as quais estão: por que o fato de homens utilizarem vestimentas consideradas “femininas”, como saias ou calças de modelagem saruel, nos causa estranheza? Por que o público masculino brasileiro, num geral, tem tendência a rejeitar peças de roupa que, embora mais confortáveis, denotam certa “feminilidade”?

Para pensar sobre isso, vamos partir de um dado sociológico: os conceitos de masculino e feminino, tal como os conhecemos por aqui, foram construídos socialmente. Não existem comportamentos inatos ao sexo biológico, se pararmos para pensar. O que existe é uma repetição de padrões de gênero - os quais, por sua vez, são muito anteriores à existência do próprio sujeito. Uma criança que nasce dentro de uma determinada região, regida por um governo específico e dentro de um grupo social fechado, terá a tendência de agir e reagir conforme dita a cartilha de hábitos e regras em voga. Isso inclui, claro, a forma como este indivíduo se colocará no mundo não só enquanto pessoa, mas enquanto homem ou mulher.

A cultura ocidental é profundamente marcada pela diferenciação entre os gêneros, separados de forma bruta não só entre “masculino” e “feminino”, mas entre “rude” e “frágil”, “forte” e “fraco” e, provocativamente, até entre “dominador” e “submisso”. Neste ínterim, ser um homem com características tidas como deveras masculinas é, via de regra, considerado correto. Um homem com trejeitos socializados como femininos ou que se encaixa em um comportamento combativo ao proposto pelo “modus operandi” masculino não é apenas rechaçado socialmente, mas apontado como um desviante em termos culturais.

Sean Connery usando kilt escocesa

Sean Connery usando um kilt escocês

Isso posto, é curioso pensar em como artigos que são vistos como “exclusivamente femininos” no Brasil fazem parte de outras culturas (algumas ocidentais, inclusive) e se encaixam no padrão de masculinidade vigente. Na Escócia, por exemplo, diversos homens usam o kilt, que é uma vestimenta de modelagem análoga à saia feminina. Longe de ser uma peça mal vista por lá, o kilt é, além de uma demonstração de orgulho da identidade escocesa, um item bastante masculino. O mesmo acontece com a fustanela grega, que se caracteriza por uma saia rodada que, frequentemente, fica um pouco abaixo ou acima dos joelhos.

Fustanela grega

Homens vestindo Fustanela

No lado oriental, por sua vez, temos mais algumas situações interessantes: em várias regiões da Índia, os homens vestem-se com uma peça chamada dhoti, um tecido longo que muito se parece com as saias longas e "femininas" que vemos no ocidente. O achkan, um casaco de mangas compridas e botões que, além de ter uma modelagem próxima à de um vestido, pode chegar aos joelhos, também não é incomum (especialmente entre homens muçulmanos). Um fato bem interessante, aproveitando a deixa, acontece na Indonésia: por lá existe o sarong, um tecido que, ao ser enrolado nos quadris, cria a modelagem de uma saia. A peça é utilizada por ambos os gêneros e compõe parte importante da cultura local.

Grupo de homens usando sarong

Grupo de homens usando sarong

Diante do exposto, nossa primeira percepção se reforça: o masculino e o feminino não são apenas criados culturalmente, mas são vistos de formas diferentes em locais distintos. Embora contemos com a mídia para divulgar o estilo de vida ocidental (e, portanto, todas as minúcias que compõem o “ser” homem ou o “ser” mulher do lado de cá do planeta), hábitos culturais dificilmente serão rompidos de uma hora para outra. Cabe a nós, com esta outra percepção, tentar enxergar novas possibilidades de existência - e coexistência - dentro de um mundo multicultural e, talvez por isso, tão fascinante.

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