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Calça Thai

Você sabe diferenciar a Calça Saruel da Calça Thai?

Se você nos acompanha aqui há algum tempo, deve lembrar que nós já contamos brevemente (em um outro post do Blog) sobre as diferenças entre a Calça Thai, a Calça Harem e a Calça Saruel. Como as particularidades entre esses estilos podem ser sutis, neste post nós vamos nos aprofundar ainda mais na história da calça Saruel, falando sobre sua origem e características.

Ao te perguntarmos o que sabe sobre a Saruel, provavelmente você se lembrará de calças largas. E basicamente é isso mesmo! A palavra ‘Saruel’ tem origem árabe e seu significado é ‘algo que cobre a cintura’. Tipicamente, a calça Saruel era feita de percal (tecido fino de algodão com a trama muito fechada) e acredita-se que ela tenha vindo da Pérsia (inspirada nos modelos indianos), por volta do século VI, logo sendo adotada por muitas comunidades árabes; tanto por homens quanto por mulheres, no Norte da África e na Península Arábica em países predominantemente muçulmanos.

O modelo clássico contava com um cordão de couro no cós e poderia ser amarrado na cintura ou no quadril. Além disso, seu comprimento nunca passava dos joelhos, e sua forma era de um retângulo simples, cortado a partir de três ou quatro pedaços de tecido, sendo a parte central mais ampla. Quanto mais larga essa parte da calça, mais tecido era necessário em sua confecção e o preço da peça se elevava. Essa característica era importante não apenas do ponto de vista estético, mas também funcional, já que se tratava de uma vestimenta prática para a realização de algumas tarefas, como a montaria de camelos e cavalos. Calças com corte reto ao corpo não funcionariam da mesma forma. A Saruel ainda podia ser usada sob vestidos, túnicas e um tipo tradicional de roupão esvoaçante (todos com o comprimento até os tornozelos).

Variedade de estilos de Saruel que surgiu no período medieval

No período medieval, uma grande variedade de estilos de Saruel passou a existir, considerando seu comprimento (tornozelos, panturrilhas ou joelhos), seu corte (mais largo ou próximo ao corpo) e o gancho (mais alto ou baixo). Seu estilo podia variar regionalmente, mas a calça Saruel sempre era caracterizada por ser solta e ampla, sobretudo nos quadris. Cada tipo de Saruel tinha um nome diferente e um grupo de pessoas que adotavam o estilo. Homens e mulheres usavam essa calça independente do momento e da região onde viviam (fosse urbana ou rural). Tradição essa que continua até hoje em muitos países islâmicos.

A Calça Saruel no Ocidente
Procurando pela internet, é comum encontrar um equívoco: que a palavra ‘Saruel’ deriva do francês (Sarouel). E essa confusão tem uma explicação! No século 19, militares franceses em expedição pelo Norte da África (Marrocos, Argélia e Tunísia) tiveram que adotar a vestimenta para resistirem às altas temperaturas do deserto. Por serem feitas com tecidos naturais (leves e respiráveis), com corte largo, as calças Saruel se tornaram item essencial na missão. Ao retornarem para a França, eles levaram as peças consigo e introduziram o modelo ao ocidente de forma despretensiosa.

Desde então, passou a existir uma ampla variedade de estilos desse modelo que continua evoluindo e influenciando a moda ocidental para homens e mulheres. No entanto, se buscar rapidamente por imagens na internet, você verá que é mais fácil encontrar calças Saruel que contam com o corte reto (mais justo nas pernas) e o gancho baixo, com maior volume nos quadris.

Militares franceses introduziram a Calça Saruel ao ocidente de forma despretensiosa

Hoje em Dia
Hoje as calças Saruel são mais frequentemente usadas pelos homens e podem ser longas, chegando até o chão, ou curtas, atingindo um pouco abaixo do joelho. Entretanto, há um estilo de Saruel que continua a ser muito usado em toda a África do Norte (do Marrocos ao Egito), e que passou por algumas adaptações. O cós, que antes era tradicionalmente preso por um cinto ou cordão, agora tem pregas frontais e traseiras e uma faixa de cintura com cerca de três a quatro dedos de largura. O que não mudou é a parte central ampla e o gancho baixo.

O comprimento ainda varia, mas os estilos mais comumente usados são os que vão até o meio da panturrilha, e logo abaixo do joelho. A calça Saruel ainda pode ser bordada, acompanhando os detalhes da túnica ou manto que faz composição com a peça. Nos países do Golfo Pérsico também há um estilo de calça chamado Saruel que se assemelha às largas calças masculinas de pijama e geralmente vão até o tornozelo. Elas contam com cordões largos ou elásticos para prender na cintura.

Para muitos brasileiros, a calça Saruel tem tecido mais encorpado, como o moletom. No Brasil, esse modelo surgiu na década de 90 e foi uma das calças mais usadas entre os jovens na época. Depois desse boom, ela voltou a ser popular em 2009 e mais recentemente em 2015.

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Poder, inteligência e prosperidade: conheça o simbolismo do Elefante na cultura Tailandesa

Você já deve ter reparado que diversos produtos Calça Thai trazem em sua estampa o Elefante. Calça Mata, Chang, e as mais novas Bolsa Chang e Calça Boa Sorte carregam todo o simbolismo desse animal que foi fundamental na história da Tailândia e permanece até hoje sendo emblema do nosso país.

Tempos atrás, os Elefantes tailandeses foram usados em guerras, e mais recentemente, como animais de carga, especialmente pela indústria madeireira, mas a importância desses animais vai muito além de tarefas práticas que requerem força.    

Elefantes Tailandia

Desde o início...

Por toda história da Tailândia, o Elefante (ou Chang em tailandês) esteve presente e foi fundamental em algumas missões importantes, como auxílio na construção dos templos, na abertura de florestas e no transporte de madeira. Antes do século XVIII, eles foram a principal força do exército durante as guerras no sudeste asiático, sendo a forma mais eficaz de transporte no campo de batalha (assim como as cavalarias nos países ocidentais). Na época, acreditava-se que quanto mais Elefantes um exército possuísse, mas bem preparado para a guerra ele estaria.

Assim, os Elefantes sempre foram importantes em tarefas que exigiam força, mas além disso, eles demonstravam muito talento e inteligência para realizar diversas atividades.  

Representação espiritual

Para os tailandeses, o Elefante é um animal sagrado, símbolo de prosperidade e bem-estar. Com significados espirituais importantes, os Elefantes têm forte relação com as crenças do budismo e do hinduísmo. Segundo uma lenda budista, a rainha Maya sonhou que um Elefante Branco penetrava em seu ventre pela axila direita. Em seguida, a rainha percebeu que estava grávida de Sidarta (Buda) e o Elefante se tornou um símbolo extremamente favorável e promissor para o povo.

Já o budismo tailandês incorporou elementos do hinduísmo. Assim, santuários com deuses e divindades hindus podem ser vistos por toda Tailândia. Imagens de Ganesha (o deus hindu com cabeça de Elefante) e Airâvata (o deus Elefante) podem ser facilmente encontradas pelo país.

O Elefante Branco

Na Tailândia, os Elefantes Brancos são símbolo de boa sorte por sua conexão com o nascimento de Buda e por pertencerem ao rei. Com sua presença majestosa, movimentos e agilidades únicos, tradicionalmente, o Elefante simboliza o poder real. Há muitos anos, quanto mais Elefantes um rei tivesse (especialmente os Brancos) mais status e poder ele usufruía.

De 1855 a 1916, a bandeira nacional da Tailândia (região chamada de Sião na época) trazia o desenho de um Elefante Branco em um fundo vermelho. Até hoje, o Elefante Branco está presente na bandeira naval tailandesa. Curiosamente, os Elefantes Brancos não são exatamente albinos. Na verdade, eles contam com uma tonalidade de pele mais clara que os cinzas, essa mais próxima ao rosa, do que ao branco.

E você sabe de onde vem a expressão ‘Elefante Branco’? Acredita-se que ela tenha origem na época em que os reis costumavam dar Elefantes Brancos como presente. Funcionava mais ou menos assim: se alguém estivesse a favor do rei, um terreno seria dado juntamente com um Elefante. Entretanto, se o rei tivesse interesse em provar algo a alguém que precisasse de uma lição, o Elefante seria dado, mas sem a terra. Como era proibido que um Elefante real fosse vendido ou usado para trabalho, a manutenção do animal se tornava extremamente cara; e sem a terra, quem recebeu o ‘presente’ normalmente não conseguia dar as condições adequadas ao animal e ia à falência.  

Muito além da Tailândia

Simbolismo Tailandia

Mas esses frondosos animais não são importantes apenas na Tailândia ou na Ásia! Os Elefantes também estão presentes no Cristianismo (como símbolo de pureza), no Feng Shui (boa sorte, proteção, sabedoria e fertilidade), na África (símbolo de força, vigor, longevidade e lealdade), na Europa, na literatura (quem não lembra de Babar, aquela família muito especial de Elefantes?), na TV e no cinema!  

Gostou de saber mais sobre o nosso animal favorito e grande símbolo da cultura tailandesa?! Então aproveite e traga a boa sorte do Elefante para o seu dia a dia!

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Calça Aladim: descubra a origem desse modelo em um conto árabe mágico!

Quem gosta de Calça Thai tem grandes chances de gostar da calça Aladim. Sabe aquele modelo bem largo, com uma faixa na cintura, elástico nos tornozelos e gancho baixo? Para muitas pessoas, essa é a Calça Aladim, e a razão pela qual o modelo leva esse nome é bem simples de se explicar e entender: é a calça utilizada pelo personagem Aladim, no famoso conto árabe Aladim e a Lâmpada Maravilhosa.  

 

Calça Aladim

 

A história de Aladim e sua lâmpada maravilhosa vem de muito tempo. Antes da Disney trazer o romance do Oriente Médio para seus filmes, a narrativa do Aladim era encontrada nos manuscritos de Mil e Uma Noites, no século XVIII. Mesmo antes disso, dizem que quem narrava o romance em sua própria casa era um contador de histórias chamado Hanna Diab. Desde que a obra foi traduzida, ela começou a se espalhar pelo ocidente. Quando a Disney adaptou a história para o desenho animado de longa metragem, em 1992, o romance entre Aladim e Jasmim ganhou repercussão mundial. 

A história se dá em torno do encontro do Aladim com um feiticeiro que possui muitos poderes. Nesse encontro, Aladim pede por uma lâmpada mágica, semelhante àquelas lamparinas de tempos antigos. Sempre que Aladim esfrega a lâmpada, um gênio aparece para realizar seus pedidos, dentre eles casar-se com a princesa, tornar-se príncipe e governar seu reino. O romance conta com diversas armadilhas e provações, diante de um cenário árabe e os vôos no famoso tapete mágico voador. 

 

Lâmpada Mágica

 

Quando foi para as telas de cinema por meio da produtora e distribuidora de Walt Disney, o filme Aladim, em inglês Aladdin, conquistou o público com seu cenário diferente do que estávamos acostumados por conta do tempo - século IX - e do espaço - o Oriente Médio. A trilha sonora também encantadora, e por sinal vencedora de diversos prêmios, mexe com nossos sentidos: a principal canção do filme, "Um Mundo Ideal", em inglês "A Whole New World", até hoje é cantada por crianças e adultos por aí.

Aqui no Brasil, o tipo de calça que os personagens do conto usam para realizar todas suas peripécias são conhecidas como calças Aladim e também misturadas com as calças indianas, tailandesas, harem. Em inglês, calças desse modelo podem ser chamadas de "genie pants", ou seja, calças do gênio. Ficou com vontade de entrar no clima e ter sua própria Calça Aladim? Conheça todos nossas coleções!

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Chang kben: descubra mais um pouco de história nessa calça tradicional tailandesa

Aqui no blog da Calça Thai, sempre falamos sobre tradições tailandesas, principalmente quando o assunto é roupa. Contamos sobre a roupa tradicional tailandesa, exploramos as curiosidades da influência da cultura indiana nas vestimentas tailandesas, e mesmo explicamos as diferenças entre calças indianas e calças originadas na Tailândia. Agora, vamos contar sobre outro modelo de calça muito utilizado entre as tailandesas até o começo do século XX: a Chang kben. 

Chang kben Tradicional

Esse modelo de calça foi muito difundido na Tailândia e também nos seus vizinhos Laos e Camboja, principalmente entre mulheres de classe média e alta. Era uma vestimenta usada no cotidiano, ou seja, era uma roupa de todo dia. No sudeste asiático, ela tem sua origem no Reino do Camboja, tempos anciãos. Era utilizada pelo povo Khmer, que em sua maioria era hinduísta, e especialmente por homens. Porém, ela foi originada mesmo na Índia, e por conta da religião hindu, trazida até o Camboja e difundida por outros países do sudeste da Ásia - Tailândia e Laos, por volta do século XIII.

Chang kben no Camboja

A Chang kben está mais para calça do que saia. É um pedaço de tecido retangular que mede 3 metros de comprimento e 1 metro de altura. Para se usar, é necessário enrolar o tecido em volta da cintura, esticando-o para longo do corpo, depois torcendo as pontas em conjunto e então puxando o tecido por entre as pernas, dobrando-o na parte de trás da cintura. Parece complexo - e realmente é. É sempre difícil para nós, ocidentais, conseguir vestir essas roupas com propriedade e elegância, já que estamos acostumados com calças e saias mais simples, que não exigem tantos procedimentos.

Calça Tradicional Tailandesa

Hoje em dia, a Chang kben ainda é usada em ocasiões de festas tradicionais ou situações formais, onde as pessoas remetem suas vestimentas às utilizadas antigamente, e também por membros da monarquia ou da família real. Mas diferente do que às vezes imaginamos, ao andar pelas ruas aqui da Tailândia, não encontramos pessoas vestidas assim: hoje em dia, o vestuário tailandês é tão globalizado quanto o do Brasil!

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Conheça mais sobre a Tailândia pré-histórica e a Era do Bronze

O desenvolvimento de materiais como o bronze, que é uma liga metálica resultante da composição de cobre e estanho, dizem muito sobre o avanço de uma região, pois têm ligação direta com suas ferramentas e atividades econômicas. Por muito tempo acreditou-se que a Era do Bronze se iniciou em 3.300 A.C no Oriente Médio, tendo começado inicialmente da China. Também acreditou-se que o sudeste asiático era uma região relativamente atrasada na pré-história, tendo avanços resultantes de influências externas, chinesas e indianas. Entretanto, descobertas recentes mostram que a Tailândia pode ter sido o primeiro país a produzir o bronze, o que trás uma nova perspectiva sobre o grau de evolução do sudeste asiático naquela época.

Ban Chiang Mulher

Artefatos feitos de bronze foram encontrados entre 3.600 e 4.000 A.C, ou seja, mil anos antes da Idade do Bronze. Essas peças foram descobertas nos anos 70 pelo historiador Dr. G. Solheim II, professor da Universidade do Havaí, ao redor do vilarejo de Ban Chiang, no nordeste da Tailândia. Uma curiosidade é que Solheim às vezes é chamado de "Mr. Southeast Asia", ou Senhor Sudeste Asiático, por ter colocado essa região da Ásia no mapa histórico e cultural.

Entre as descobertas, encontraram pulseiras, peças utilizadas para caça e também belas cerâmicas pintadas. Durante as escavações também encontraram esqueletos e grãos de arroz, o que leva a crer que essas pessoas provavelmente trabalhavam com agricultura. A maior parte desse bronze encontrado continha as proporções perfeitas de estanho e cobre: um pouco menos de estanho torna o bronze muito mole, um pouco mais o torna muito duro, o que facilita que ele quebre. 

Ban Chiang

Depois dos anos 1.000 A.C, a região de Ban Chiang, que já estava desenvolvendo uma agricultura de sedentarismo, com criação de animais e plantações de arroz, começou a refinar e melhorar suas técnicas agrícolas. A partir desse momento passaram a desenvolver atividades em construção de casas e fabricação de cerâmica. No caso do bronze, além de já ser utilizado em armas e ornamentos pessoais, a partir dessa época ele passou a ter funções mais utilitárias sendo inserido no dia a dia das pessoas. 

A parte mais interessante dessa história toda é que essa descoberta diz muito sobre o avanço do sudeste asiático. Diferente do que pensavam, essa era uma das regiões mais desenvolvidas daquela época. De acordo com a UNESCO, "Esta área da Tailândia vem mostrando, por meio de escavações e pesquisas de campo, ter sido o centro de um desenvolvimento cultural independente e vigoroso, que moldou a evolução social e cultural contemporânea sobre grande parte do sudeste da Ásia e mesmo além, no arquipélago da Indonésia."

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A vida incrível (e cheia de mistérios) do rei da seda na Tailândia

Jim Thompson. Para os tailandeses, esse nome soa bastante familiar. Para os apaixonados por moda, tecidos e seda, também. Se você nunca escutou, está na hora de conhecê-lo.

Ele nasceu no começo do século passado, 1906, nos Estados Unidos. E até hoje o que aconteceu com ele depois de 1967 é um mistério. Nessa época, ele era um dos americanos mais famosos vivendo na Tailândia – e a gente vai explicar o porquê.

Foto Jim Thompson

Jim Thompson foi um dos principais responsáveis por revitalizar a indústria da seda na Tailândia, nos anos 50. Foi o primeiro ocidental, ou na Tailândia seria chamado de “farang” (gringos ocidentais), que realmente apreciou os tecidos tailandeses e fez com que eles se tornassem famosos pelo mundo todo. Um fato curioso é que ele morou na Tailândia durante décadas e nunca aprendeu a falar tailandês. Mesmo assim, depois de se tornar um reconhecido especialista em arte tailandesa, conseguiu salvar a indústria dos tecidos do país.

Mas muitos outros fatos curiosos, e misteriosos, cercam a vida de Jim Thompson. Ele era ex-agente da OSS (Office of Strategic Services), o antigo nome da CIA (Central Intelligence Agency), e lutou pelos Estados Unidos em diversas partes do globo. Em março de 1967, durante uma trilha curta pelas selvas da Malásia, ele desapareceu. O fato bastante contraditório é que, durante seu tempo no exército, ele realizou treinamentos intensos em trilhas pela selva, o que torna seu sumiço ainda mais curioso.

Depois do seu desaparecimento, aconteceu uma das maiores buscas já realizadas no sudeste asiático, e mesmo assim ele nunca mais foi visto. As teorias são diversas: sequestro – embora nenhum contato para resgate jamais apareceu; assassinato – embora o corpo nunca foi encontrado; trabalho secreto, tendo se voluntariado para auxiliar o conflito no Vietnã, ou eliminado por concorrentes – embora nenhum evidência foi apresentada para ambas as teorias. Para completar o caso, sua irmã foi assassinada poucos meses após seu desaparecimento e ninguém sabe a razão.

Jim Thompson 1950

Jim Thompson 1950
 

Sua empresa sofreu diversas alterações no modelo de negócios e operações depois de não se ter notícias dele por algum tempo – a partir daí, criaram grandes fábricas para produzir os tecidos. Mas antes disso, Jim Thompson mantinha a produção baseada nas casa das famílias produtoras. Dessa maneira, as mães não precisavam sair de casa para trabalhar, podiam manter suas tradições e suas principais fontes de renda se tornaram a produção dos tecidos. Com essa estratégia, milhares de tailandeses foram empoderados e saíram da pobreza.

Se a história não teve mistério o suficiente, temos uma última curiosidade para compartilhar: reza a lenda que um monge budista uma vez disse que ele deveria tomar cuidado quando atingisse os 61 anos, e foi exatamente quando ele desapareceu.

Quando estiver em Bangkok, é possível visitar a casa do Jim Thompson, que agora é um museu. Ela conta com um belo jardim e diversos objetos de diferentes partes da Tailândia, as quais ele colecionou nos anos 50 e 60.

 

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Desmistificando a massagem tailandesa

Quando se diz “massagem tailandesa”, o que vem à sua mente? Saiba que, embora os brasileiros tenham adotado esta denominação para algumas práticas de massagem bastante específicas, a técnica original tem uma motivação distinta e uma origem muito interessante.

Thai Yoga Massagem

A verdadeira massagem tailandesa, conhecida por nomes como nuat phaen thai, nuat phaen boran e nuat thai, foi criada pelo médico indiano Jivaka Kumar Bhacca - até hoje chamado de “pai da medicina” na Tailândia -, ainda na época de Buda. A técnica, desde a sua concepção, inclinou-se e evoluiu seguindo o conceito de que o corpo possui linhas de energia em toda a sua extensão, e que trabalhá-las é necessário para harmonizar o físico e o espiritual de uma pessoa.

A ideia acima mencionada está diretamente relacionada aos conceitos da Yoga - como a Índia e a Tailândia são velhas conhecidas, este fato não é surpreendente. A filosofia da Yoga acredita que a energia vital, chamada de Prana, é absorvida através daquilo que ingerimos e do ar que absorvemos e que se espalha pelo corpo por meio de linhas de energia.

Thai Massagem Antiga

A massagem tailandesa, neste ínterim, utiliza-se de dez linhas específicas - as quais se encontram em pontos do corpo também utilizados pela acupuntura. Ao pressionar certas áreas e permitir que a energia flua, o massagista consegue tratar uma série de enfermidades e abrandar a dor de seu paciente. Isto é possível porque, de acordo com a filosofia milenar da Yoga, as doenças surgem por bloqueios energéticos e dificuldades na manutenção da movimentação do Prana.

Alguns procedimentos feitos pelos massagistas incluem estímulos feitos com as mãos e com os pés e é normal que uma sessão de massagem, quando feita por profissionais qualificados, dure duas horas ou mais. Durante este tempo, o paciente terá suas juntas estaladas, suas costas às vezes pisoteadas (tudo com muita segurança e conhecimento de causa, é claro) e será colocado em diversas posições.

 Thai Massagem

O tratamento original não utiliza loções ou óleos e, ao contrário de crenças erroneamente difundidas, tampouco exige que o receptor da massagem esteja nu ou pouco vestido. É importante, na verdade, que ele esteja com roupas largas e confortáveis. Há, de fato, muito contato físico entre o massagista e o paciente, mas não há estímulos que ofendam a modéstia: o que ocorre são compressões, torções e alongamentos.

É impossível, ao analisar a origem e a motivação da massagem tailandesa, desvencilhá-la de uma prática religiosa. Ao tratar das dores do próximo, o massagista pratica a caridade e o amor ao semelhante - ensinamentos largamente difundidos por Buda, e levados à risca pela população tailandesa (como já comentamos por aqui, o budismo é a religião predominante no país). Ainda hoje, diversos profissionais iniciam o tratamento de seus pacientes com uma prece, chamada de Puja, para esvaziarem a mente de influências desnecessárias e conseguirem concentrar a sua atenção na cura que estão prestes a realizar. Este trabalho, como se vê, é quase uma missão espiritual: de acordo com a crença em vigor, somente um massagista concentrado e dedicado, imerso em um estado meditativo, conseguirá perceber os pontos que necessitam de mais estímulo e fazer com que o Prana volte a circular da maneira correta.

Massagem Tailandesa

A Tailândia não cansa de nos surpreender com suas particularidades e filosofia, não é mesmo? Se você está apaixonado pela cultura tailandesa, traga-a mais para perto de você: a Calça Thai dedica-se a traduzir as belezas e a elevação espiritual da Tailândia em suas peças, trazendo às terras tupiniquins um pouco da magia que se esconde no Oriente. Para saber mais sobre as nossas coleções e descobrir o que preparamos para você, acompanhe-nos no Facebook: https://www.facebook.com/calcathai.

 

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A influência indiana na cultura e nas vestimentas tailandesas

Alguns de nossos clientes apontam similaridades entre os modelos e as estampas das nossas peças e a conhecida moda indiana, bastante em alta no Brasil. Essa situação está longe de ser uma coincidência, uma vez que a Índia, historicamente, exerceu muita influência no modo de viver e nas estruturas da sociedade tailandesa.

Buda

A interação entre ambas as culturas tornou-se mais significativa a partir do século IV a.C., mas sua origem data de três séculos antes. O budismo, considerado um marco entre as relações dos dois países, foi propagado na Tailândia no século III a.C. por monges enviados pelo Imperador Ashoka (uma das maiores figuras de autoridade dos primórdios da civilização indiana). O sucesso da empreitada já foi abordado por aqui, mas certamente vale ser endossado: o budismo é a religião predominante entre os tailandeses. Estima-se que 95% da população tenha adotado a crença - ou seja, cerca de 58 milhões de pessoas. Não é um número passível de ser ignorado, não é mesmo?

As trocas culturais não pararam por aí. Com a chegada de mercadores e brâmanes na Tailândia (que ainda não era conhecida por este nome, sendo chamada de “Siam”), em meados de 1275, houve uma revolução na forma de se conduzir cerimônias e também de interpretar a astrologia. Os brâmanes popularizaram conceitos como a divinização dos governantes, escolhidos para serem figuras de autoridade por influência sagrada, e também mudaram a forma como eram feitas as celebrações monárquicas. 

nang-talung

Tanto a literatura quanto as artes foram influenciadas: uma prova disso é o fato de que o Ramayana, poema épico hindu muito popular na Índia, também possui uma grande quantidade de admiradores no outro país. A modalidade do teatro conhecida como nang-talung (Tailândia), que consiste em contar histórias através de luz e sombra, inspirou-se no Chhaya nataka indiano, este também um teatro de sombras.

A língua desempenha um papel importante quando levamos em consideração as aproximações entre as duas culturas: embora o idioma falado hoje na maior parte da Tailândia seja fruto de dezenas de influências - o chinês e o inglês também têm sua cota -, várias palavras  são quase que idênticas às indianas. O próprio alfabeto tailandês foi criado através de antigos caracteres indianos, em meados de 1283.

Por fim, vale também dizer que diversos rituais em voga na Tailândia foram importados e adaptados da tradição indiana. Festividades, casamentos, homenagens a entidades e procedimentos que antecedem a cremação são bons exemplos do tema. Embora Buda permaneça como a figura de maior destaque e adoração na Tailândia, com imagens espalhadas por dezenas de templos e passeios públicos, Brahma e outras divindades hindus também são venerados. A cosmogonia indiana é bastante levada em consideração no país vizinho, e não é incomum que tailandeses recorram tanto a monges budistas quanto a astrólogos brâmanes para conselhos e previsões.

Com toda essa proximidade, não é de surpreender que as roupas tipicamente tailandesas, como as comercializadas pela Calça Thai, sejam parecidas com as indianas. Se você é apaixonado por ambos os estilos e não abre mão de conforto e beleza, saiba que a nossa coleção de peças não para de crescer e de se aprimorar. Dê uma olhadinha no nosso site oficial para saber mais sobre as nossas novas peças e siga a Calça Thai no Facebook para não perder mais novidades.

 

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Descubra a história antiga e costumes das tribos das montanhas da Tailândia

19 Maio 2015
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Escrito por Calça Thai

Aqui na Calça Thai fazemos calças mas também somos amantes da Tailândia e da cultura tailandesa.

Descubra a história antiga e costumes das tribos das montanhas da Tailândia

Tribos da montanha ou povos da montanha, são termos usados na Tailândia para todos os diversos povos indígenas que habitam as altas regiões montanhosas do norte e oeste da Tailândia, incluindo ambos os lados das fronteiras remotas entre o Norte da Tailândia, Laos e Birmânia. Essas áreas são conhecidas por suas densas florestas e terreno montanhoso em que as tribos são capazes de caçar e viver em relativo isolamento.

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Qual é a roupa tradicional tailandesa?

10 Abril 2015
6 Comentários

Escrito por Calça Thai

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Qual é a roupa tradicional tailandesa?

Alguns de nossos clientes nos perguntam se as calças harém tailandesas são realmente usadas na Tailândia. Alguns nos perguntam se elas não são mais Indianas do que tailandesas e outros nos perguntam se estes são os tipos de roupa tradicionais para mulheres tailandesas. 

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