Blog Calça Thai - Estilo, moda, novidades e notícias do universo Thai – tagged "filosofia"

Calça Thai

Saiba mais sobre as Crenças e Valores da Calça Thai

Desde 2015 colocamos em cores e tecidos toda a inspiração que o estilo tailandês nos traz. Nossa essência (o comércio justo, a inclusão, a sustentabilidade e a cultura tailandesa) está presente em cada dia de trabalho e em cada produto que confeccionamos. Para que você conheça um pouco mais sobre ela, neste post vamos falar dos nossos valores fundamentais e porquê acreditamos neles.

Comércio Justo


Comércio Justo
Um dos princípios que nos faz ser uma empresa mais sustentável e humana é o Comércio Justo, que está presente desde a nossa produção (totalmente artesanal, feita à mão por artistas independentes nas comunidades tailandesas), até as parcerias que firmamos.

Por praticarmos essa filosofia de negócio, garantimos a igualdade (para homens e mulheres) tanto em relação aos salários quanto em oportunidades de emprego. Iniciativas assim refletem a nossa preocupação e o cuidado que temos com as pessoas.

Para explicar em detalhes todos os atributos que envolvem o Comércio Justo, confira um outro post em que nós te mostramos as características do nosso modelo de negócio por meio de comparações e infográficos.

Inclusão
Além de praticarmos a inclusão com as pessoas que integram o dia a dia da Calça Thai, nossa moda também é extremamente democrática! Olhando nossas fotos, você já deve ter reparado que prezamos pela diversidade e pela naturalidade.

Não importa sua altura, peso, gênero, etnia ou religião. A simplicidade e a versatilidade são chave para nós desde a concepção das peças. Assim, você tem mais liberdade para escolher o produto com que mais se identificar. Lembrando que, mesmo os produtos sendo organizados em nosso site por gênero, todos são unissex e você pode vestir o que quiser!

Moda Vegana


Moda Vegana
Esse valor é bem abrangente então vamos começar falando da matéria-prima dos nossos produtos: os tecidos. Eles são naturais, veganos e os únicos que usamos. Por serem tecidos feitos a partir de plantas, eles são totalmente biodegradáveis (não deixam nenhum micro resíduo de plástico no meio ambiente), ao contrário de roupas que contam com fibras sintéticas e têm sua decomposição mais lenta e sua reciclagem mais difícil. Além disso, a Calça Thai segue a moda atemporal, para que você use nossas peças como e quando quiser.

Contudo, o respeito com o meio ambiente vai além de fabricarmos produtos veganos e biodegradáveis. Na Calça Thai temos outras medidas que preveem a responsabilidade ambiental da nossa produção e atuação. Uma delas é a colaboração com o Site Sustentável, em que árvores são plantadas na Mata Atlântica a fim de compensar a emissão de gás carbônico do nosso site!

Dessa forma, ainda que o veganismo não seja o grande mote no qual baseamos nosso negócio, sempre prezamos por produtos e atitudes que causem o menor impacto possível no meio ambiente, na sociedade e na vida animal.

A Cultura Tailandesa
De forma direta ou indireta, a Cultura Tailandesa está presente em diversos momentos na Calça Thai. Nossas calças, blusas, bolsas e kimonos são desenvolvidos por costureiras e artesãos localizados ao Norte da Tailândia não por acaso. Essa região é a mais espiritualizada do país, com inúmeros templos, elefantes, uma natureza maravilhosa, além de povos antigos que mantém até hoje suas tradições e crenças.

Já nas mídias sociais da Calça Thai e aqui no Blog, nós sempre revelamos aspectos culturais importantes (e até mais profundos) sobre a Tailândia. Como a Cultura Tailandesa é o que nos move, é essencial compartilharmos com você mais conhecimento sobre ela e tudo o que simboliza, desmistificando estereótipos e ampliando o entendimento sobre as raízes tailandesas.


Como você pôde ver, na Calça Thai nós acreditamos que a moda pode ser consciente e o nosso negócio, sustentável. Todos os dias seguimos em uma jornada leve e responsável para continuar trazendo a você peças repletas do estilo Thai, com todo o poder do artesanal, e que estão em harmonia com o planeta!


Conheça os rituais que os Monges Budistas seguem para se alimentar

A rotina dos monges budistas é algo que sempre desperta curiosidade. A forma como vivem e como seguem suas rotinas de devoção estão frequentemente em pauta nos meios de comunicação e não é para menos: com um dia a dia simples e austero, os monges se dividem entre suas tarefas, momentos de oração e busca de autoconhecimento. Já a disciplina que eles desenvolvem é fundamental para que tudo seja feito com harmonia.

Neste post, nós vamos te contar mais sobre a alimentação dos monges budistas na Tailândia: como recebem a comida, o que podem e o que não podem comer, além dos rituais que devem seguir para se alimentarem todos os dias. Confira!

 

Monges Budistas recebendo doações de alimentos
Rotina matinal dos monges budistas
Você já deve ter visto essa imagem antes: monges com suas túnicas alaranjadas, organizados em fila, com um tipo de cuia à tiracolo aguardando por alimentos. Então, para começarmos, saiba que os monges budistas (seja na Tailândia, ou em outros lugares do mundo) não podem cozinhar ou comprar alimentos. Tudo o que eles comem deve ser recebido como doação, ofertado por fiéis e seguidores do budismo.

Outro aspecto importante sobre isso, é que os monges não podem ‘estocar’ as doações de alimentos que recebem. Ou seja, a ronda que fazem por comida deve ser feita diariamente, pela manhã. Ao retornar para o templo, os monges fazem a seleção do que vão comer e planejam como vão se alimentar ao longo daquele dia. Muitos fazem apenas uma refeição, enquanto outros dividem os alimentos recebidos entre o café da manhã e a última refeição (que sempre deve acontecer antes do meio-dia).

 

O arroz é um dos alimentos que pode ser ofertado aos Monges
O que os monges budistas podem comer
Os alimentos que podem ser ofertados aos monges para a refeição matutina estão em cinco categorias: alimentos básicos (como arroz), sobremesas, alimentos secos ou em conservas, peixes e carnes. Mesmo tendo feito a última refeição até o meio-dia, os monges budistas podem comer alguns alimentos ao longo do dia, como: mel, açúcar e xarope, ghee, manteiga e queijo. Importante ressaltar que as doações de comida não precisam ser feitas em grande quantidade. O que vale é a intenção da pessoa em doar. O alimento também não precisa ter sido feito por quem está doando. Se estiver viajando pela Tailândia e quiser fazer sua doação, você pode comprar comida em estabelecimentos locais e ofertar aos monges.

Quanto às restrições alimentares, existem dez tipos de carne que os monges não podem comer: carne humana, carne de elefante, de tigre e de tigre amarelo, de leopardo, de urso, de leão, de cobra, de cachorro e de cavalo.


Os Monges Budistas só podem se alimentar por doações
Como os monges budistas devem se alimentar
Toda a refeição que o monge budista faz está sempre rodeada de devoção e respeito ao Buda. Por essa razão, antes de se alimentarem, eles oferecem a comida à imagem sagrada com cantos, reverências e orações.
Caso o alimento não tenha sido ofertado, ou tenha sido doado no dia anterior, o monge não poderá consumi-lo.

Já os alimentos que não são selecionados pelos monges nunca são descartados. Prioritariamente, freiras e crianças que ajudam nas redondezas dos templos são contemplados. Em seguida, pessoas pobres chegam para as doações que são feitas ao meio-dia. Toda e qualquer sobra é então oferecida aos cães e gatos do templo. Ou seja: zero desperdício!

Mesmo tendo familiares e conhecidos nas regiões que circundam o templo, os monges budistas não podem pedir por um determinado tipo de comida, como o prato que mais gostam. Caso alguém diga o que for levar a eles no dia seguinte, o monge também não poderá comer o alimento. Ao todo, são 30 regras sobre alimentação que os monges budistas devem seguir.


Interessante, não é?! O mais importante em conhecer essa rotina é perceber que, para os monges budistas, receber a doação de alimentos é algo muito maior do que apenas a manutenção do corpo e da saúde. Eles integram um tipo diferente de economia: a cultura de doações, em que retribuem tudo o que recebem com ensinamentos aos seus seguidores. Para os monges budistas, a doação faz parte do sentido da vida.


Poder, inteligência e prosperidade: conheça o simbolismo do Elefante na cultura Tailandesa

Você já deve ter reparado que diversos produtos Calça Thai trazem em sua estampa o Elefante. Calça Mata, Chang, e as mais novas Bolsa Chang e Calça Boa Sorte carregam todo o simbolismo desse animal que foi fundamental na história da Tailândia e permanece até hoje sendo emblema do nosso país.

Tempos atrás, os Elefantes tailandeses foram usados em guerras, e mais recentemente, como animais de carga, especialmente pela indústria madeireira, mas a importância desses animais vai muito além de tarefas práticas que requerem força.    

Elefantes Tailandia

Desde o início...

Por toda história da Tailândia, o Elefante (ou Chang em tailandês) esteve presente e foi fundamental em algumas missões importantes, como auxílio na construção dos templos, na abertura de florestas e no transporte de madeira. Antes do século XVIII, eles foram a principal força do exército durante as guerras no sudeste asiático, sendo a forma mais eficaz de transporte no campo de batalha (assim como as cavalarias nos países ocidentais). Na época, acreditava-se que quanto mais Elefantes um exército possuísse, mas bem preparado para a guerra ele estaria.

Assim, os Elefantes sempre foram importantes em tarefas que exigiam força, mas além disso, eles demonstravam muito talento e inteligência para realizar diversas atividades.  

Representação espiritual

Para os tailandeses, o Elefante é um animal sagrado, símbolo de prosperidade e bem-estar. Com significados espirituais importantes, os Elefantes têm forte relação com as crenças do budismo e do hinduísmo. Segundo uma lenda budista, a rainha Maya sonhou que um Elefante Branco penetrava em seu ventre pela axila direita. Em seguida, a rainha percebeu que estava grávida de Sidarta (Buda) e o Elefante se tornou um símbolo extremamente favorável e promissor para o povo.

Já o budismo tailandês incorporou elementos do hinduísmo. Assim, santuários com deuses e divindades hindus podem ser vistos por toda Tailândia. Imagens de Ganesha (o deus hindu com cabeça de Elefante) e Airâvata (o deus Elefante) podem ser facilmente encontradas pelo país.

O Elefante Branco

Na Tailândia, os Elefantes Brancos são símbolo de boa sorte por sua conexão com o nascimento de Buda e por pertencerem ao rei. Com sua presença majestosa, movimentos e agilidades únicos, tradicionalmente, o Elefante simboliza o poder real. Há muitos anos, quanto mais Elefantes um rei tivesse (especialmente os Brancos) mais status e poder ele usufruía.

De 1855 a 1916, a bandeira nacional da Tailândia (região chamada de Sião na época) trazia o desenho de um Elefante Branco em um fundo vermelho. Até hoje, o Elefante Branco está presente na bandeira naval tailandesa. Curiosamente, os Elefantes Brancos não são exatamente albinos. Na verdade, eles contam com uma tonalidade de pele mais clara que os cinzas, essa mais próxima ao rosa, do que ao branco.

E você sabe de onde vem a expressão ‘Elefante Branco’? Acredita-se que ela tenha origem na época em que os reis costumavam dar Elefantes Brancos como presente. Funcionava mais ou menos assim: se alguém estivesse a favor do rei, um terreno seria dado juntamente com um Elefante. Entretanto, se o rei tivesse interesse em provar algo a alguém que precisasse de uma lição, o Elefante seria dado, mas sem a terra. Como era proibido que um Elefante real fosse vendido ou usado para trabalho, a manutenção do animal se tornava extremamente cara; e sem a terra, quem recebeu o ‘presente’ normalmente não conseguia dar as condições adequadas ao animal e ia à falência.  

Muito além da Tailândia

Simbolismo Tailandia

Mas esses frondosos animais não são importantes apenas na Tailândia ou na Ásia! Os Elefantes também estão presentes no Cristianismo (como símbolo de pureza), no Feng Shui (boa sorte, proteção, sabedoria e fertilidade), na África (símbolo de força, vigor, longevidade e lealdade), na Europa, na literatura (quem não lembra de Babar, aquela família muito especial de Elefantes?), na TV e no cinema!  

Gostou de saber mais sobre o nosso animal favorito e grande símbolo da cultura tailandesa?! Então aproveite e traga a boa sorte do Elefante para o seu dia a dia!


Mais sobre Comércio Justo: porque seus 10 princípios importam!

Já falamos bastante sobre Comércio Justo por aqui e até já explicamos as diferenças entre multinacionais e empresas de comércio justo por meio desse comparativo. Basicamente, o movimento do Comércio Justo luta por empresas mais sustentáveis e humanas, tratando com dignidade e justiça todos aqueles envolvidos na sua cadeia, além de levar em consideração práticas que não prejudicam o meio ambiente. Essa é uma alternativa para equilibrar os três grandes pilares que envolvem qualquer empreendimento: econômico, social e ambiental, já que em grande parte dos casos as empresas priorizam pelo primeiro.

Ainda que muitas organizações aplicam o Comércio Justo em sua modelagem de negócio e na sua estrutura empresarial sem necessariamente serem certificadas como um empresa de Comércio Justo, como é o caso da Calça Thai, existe uma organização que toma frente do movimento em âmbito mundial: é a World Fair Trade Organization (WFTO), ou Organização Mundial do Comércio Justo.

Selo Fair Trade

Em fevereiro de 2016, a WFTO lançou um selo de certificação, o primeiro dentro do universo do Comércio Justo. Para alcançar o selo, além de se inserir em diversas diretrizes e cumprir diversas regras que garantem que as empresas estejam totalmente comprometidas com a produção sustentável em toda sua cadeia, há também taxas a serem pagas para de fato ser considerado parte das organizações certificadas.

Ainda que, como falamos anteriormente, muitas empresas não tenham sido certificadas pela WFTO, os princípios propostos por Organização Mundial do Comércio Justo são utilizados como base para práticas de Comércio Justo em todas as outras organizações que desejam seguir essa linha de atuação. Os princípios funcionam como filosofias para que as diretrizes práticas sejam alcançadas. Por isso, resolvemos falar um pouco mais sobre o universo do Comércio Justo e os 10 princípios universais que guiam as empresas e que, aos poucos, outros empreendimentos vão se adaptando e tornando suas cadeias de produção mais conscientes. Em todos eles, relacionamos também políticas dentro da Calça Thai que vão ao encontro de um comércio mais consciente.

Moda consciente

 

1. Oportunidades para agricultores economicamente desfavorecidos:

Organizações que apoiam produtores marginalizados, negócios familiares, independentes ou cooperativas. Esse princípio permite que a instabilidade econômica seja contornada e que os produtores busquem sua autossuficiência.

O que a Calça Thai faz a respeito?

Trabalhamos com uma política de custos abertos, ou seja, é possível entender exatamente qual é a composição de custo de um produto Calça Thai.

Custos abertos

 

2. Transparência e responsabilidade

Comprometimento da organização em ser claro e transparente em relação à gestão e às suas relações comerciais, seja com produtores, seja com sócios, respeitando a confidencialidade de informações quando cabível.

O que a Calça Thai faz a respeito?

Trabalha com produtores locais de vilarejos do norte da Tailândia, melhorando sua renda mensal, sempre garantindo que eles não se endividem por conta das produções para a Calça Thai.

 

3. Práticas de negociação justas

É a garantia de que os fornecedores e produtores da cadeia sejam tratados garantindo seu bem estar econômico, social e ambiental, de forma que não se use da exploração da cadeia para maximizar lucros do negócio. Os contratos devem ser respeitados por ambas as partes - negócio e fornecedores -, e acordados previamente de acordo com as necessidades dos fornecedores.

O que a Calça Thai faz a respeito?

Além de cumprir com seus contratos, a Calça Thai paga os designers e os produtores antecipadamente para garantir que eles não se endividem comprando materiais ou outras matérias primas.

 

4. Pagamento de um preço justo

Mas o que é um preço justo? É um preço acordado anteriormente entre os produtores e o negócio, que faça sentido para o contexto local e permita que o trabalho seja remunerado de forma digna. Além disso, é essencial não haver diferença entre sexos e que homens e mulheres recebam as mesmas quantias por trabalhos iguais.

O que a Calça Thai faz a respeito?

Garantimos a igualdade entre homens e mulheres, tanto em salário quanto em oportunidades de acesso ao trabalho e à promoção, e pagamos salários ainda maiores que a média nacional, bem aceito pelos produtores.

 

5. Sem trabalho infantil nem trabalho forçado

Assegurar que não há trabalho infantil, escravo ou forçado entre sua cadeia de produção e nenhum dos membros que participam do negócio.

O que a Calça Thai faz a respeito?

Pelo contato próximo com nossos produtores, garantimos que em hipótese alguma menores de 18 anos ou trabalhadores forçados estejam envolvidos nas atividades referentes à produção de produtos para a Calça Thai

 

6. Não à discriminação e sim à igualdade de gênero e empoderamento feminino

Garantia de que a organização não permita nenhuma discriminação por conta de gênero, classe social, raça, religião, orientação sexual, política, idade ou HIV. Dar oportunidades iguais para qualquer pessoa sem discriminações.

O que a Calça Thai faz a respeito?

Como dissemos anteriormente, as oportunidades dentro da Calça Thai são as mesmas para homens e mulheres e nenhum tipo de discriminação é permitido.

 

 

7. Boas condições de trabalho

Oferecer um ambiente de trabalho limpo, seguro e saudável para os colaboradores e produtores. Buscam entender as condições de saúde e segurança dos ambientes de trabalho e melhorá-las. 

O que a Calça Thai faz a respeito?

Estimulamos que os produtores trabalhem o mais perto possível de suas casas, facilitando o contato com um ambiente saudável e familiar.

 

8. Desenvolvimento de capacitação profissional

Promover atividades que auxiliam os produtores a melhorarem suas habilidades profissionais de gestão, capacidade de produção e acesso a mercados. 

O que a Calça Thai faz a respeito?

Trabalhamos próximos dos produtores e estimulando que técnicas tradicionais sejam utilizadas nas confecções de nossos produtos, valorizando habilidades. 

 

9. Promoção do Movimento de Comércio Justo

Além de fazer, o nono princípio se refere a gerar diálogo sobre o Comércio Justo, apoiando outras organizações que seguem a mesma linha e falando sobre Comércio Justo, suas filosofias e benefícios em sua comunicação.

O que a Calça Thai faz a respeito?

Sempre fazemos o possível para trazer em pauta a importância do consumo mais consciente, seja falando especificamente de Comércio Justo, seja de outros conceitos que orbitam esse movimento: movimento Slow Fashion, moda vegana, e-commerces conscientes e outros.

 

10. Respeito ao meio ambiente

Maximizar o uso de matérias primas sustentáveis, vindas do comércio local; reduzir o consumo de energia; minimizar o impacto negativo de suas ações no meio ambiente, sempre que possível. 

O que a Calça Thai faz a respeito?

Além de utilizarmos a maior quantidade possível de matéria prima local e vegana, ou seja, que não veio de origem animal, também temos o selo Site Sustentável, que garante que todo o consumo de gás carbônico do nosso site seja compensado pelo plantio de árvores na Mata Atlântica.

-----

Comercio justo

Esperamos que os 10 princípios do Comércio Justo tenha feito você pensar ainda mais sobre seu consumo e as marcas com que se relaciona diariamente. Por aqui, continuamos pensando e tentando evoluir sempre!


A cultura tailandesa dos Espíritos: proteção e crença (e um pouquinho de medo)

Já sabemos que a Tailândia detém uma cultura extremamente espiritualista. Aqui no blog da Calça Thai, já falamos sobre o xamanismo e sua busca pelo mundo dos espíritos. Também sobre a enorme quantidade da população que é budista e como o país é impactado por conta da religião. Diante de toda essa inclinação espiritual, um ponto se destaca: os espíritos, ou Phi, na língua thai. Intrínsecos entre as crenças dos tailandeses, os espíritos trazem proteção - mas por ser algo sobrenatural, também causam algum receio.

Budismo - Espíritos

Acredita-se que os espíritos estão por toda parte mas principalmente em algumas árvores, perto de templos e em casas abandonadas. Se você compra um terreno para construir uma casa, por exemplo, assim que sua casa estiver de pé, o próximo passo é construir a casa dos espíritos. Isso ocorre justamente porque a crença diz que os espíritos já estavam lá antes de você chegar, dessa maneira, você precisa proporcionar moradia para os mesmos. Essa casinha se encontra em quase todas as casas e prédios pela Tailândia, até mesmo em estabelecimentos comerciais e universidades, e todos os dias recebem oferendas do povo, como incensos, flores e comidas. Uma curiosidade é que é comum encontrar refrigerantes sabor morango nas casas dos espíritos, já que acredita-se que eles gostam de bebidas doces. 

Casa dos Espíritos - Fanta sabor Morango

 A crença nos espíritos é muito antiga, tendo surgido a partir de lendas do folclore local. Pouco é encontrado escrito e registrado sobre isso: a maior parte dessa cultura é transmitida pela contação de histórias entre as famílias. A mídia moderna também contribui para que essa crença se mantenha viva e seja ainda mais disseminada, já que diversas novelas e filmes tailandeses incluem espíritos em seus enredos e trazem esse ponto à tona, principalmente puxando para o terror - o que pode influenciar no nosso próximo ponto: o medo que alguns tailandeses sentem de espíritos.

Oh My Ghost! Thai Movie

Ainda que os tailandeses prezem pelo bem estar dos espíritos, sempre garantindo que eles estejam bem cuidados, muitos deles também têm medo de encontrar um espírito por aí. Tal característica pode ser influenciada por essa abordagem da mídia moderna, que na maior parte dos casos traz os espíritos como criaturas assustadoras, aterrorizantes, muitas vezes até mesmo deformadas fisicamente e causando susto em pessoas comuns. Conversando com tailandeses, é comum compartilharem histórias de tensão, como casos que eles mudaram a rota de uma viagem por acreditarem ter visto um espírito pelo caminho, ou não querendo entrar em um quarto de uma casa por acreditar que estão ouvindo ou tendo sinais da presença de um espírito, ou mesmo deixando uma cama vaga dentro do quarto, para que o espírito possa dormir.

Para quem não acredita, é difícil entender como tudo isso funciona, porque é algo que acaba se tornando muito distante do racional. Já para aqueles que têm essa crença, é algo tão normal que já está intrínseco no dia a dia: faz parte da cultura, das casas, das ruas e da sabedoria popular. Essa é mais uma parte da riquíssima cultura espiritual tailandesa - e fique ligado que sempre vem mais por aí!


Moda é muito mais que tendência – Conheça a Moda Atemporal

A mudança é algo constante na moda. “Tá em alta”, “tá em baixa”, saiu de moda, agora voltou. Grande parte da indústria da moda gira em torno das mudanças, tanto por conta das tendências, quanto por conta da produção, ou seja, roupas que são produzidas para durar poucas lavagens e assim em pouco tempo o consumidor comprará outra peça. Na direção contrária dessa ideia existe um outro conceito, quase um movimento, no qual nós da Calça Thai nos inserimos: a Moda Atemporal.

Sendo focada tanto em oferecer um conceito de design quanto um conceito de negócios, a Moda Atemporal inclui roupas que “não caem de moda”, independente da estação, da temporada e das tendências do momento. Em termos de design, essas peças não seguem o corte, o tecido ou a cor da vez; elas estão relacionadas a um posicionamento visual que independe do tempo. Já em termos de negócio, as roupas são mais duradouras porque a ideia é que sejam utilizadas durante o ano todo, independente da estação.

Calça Thai Clássica Branca

 O conceito de moda, por si só, já é uma descoberta que diz muito. Ele veio da França e por lá significava aparência externa, ou seja, ao nascer, o conceito de moda não era relacionado a mudanças constantes e reinvenções frequentes como fazemos hoje, e sim ao vestuário que as pessoas utilizavam e como ele transmitia uma imagem. A relação entre moda e tendência surgiu na indústria moderna e, desde então, para se falar de uma moda que independe das mudanças das estações, utilizamos o termo Moda Atemporal.

A adaptação da noção de Moda Atemporal pelos consumidores se dá por duas razões principais: prática e conceitual. Considerando o lado prático, temos empresas com processos de produção mais lentos e que não acompanham a velocidade do “fast fashion”, e também regiões em que as estações do ano não são tão bem definidas e a temperatura é semelhante durante todo o ano. Tratando-se do Brasil, ainda que nós da Calça Thai oferecemos calças em dois materiais diferentes que atendem melhor inverno e verão (algodão e rayon), sabemos que as temperaturas não se alteram drasticamente como se compararmos a um país do hemisfério norte, por exemplo.

 

Calça Thai Pena Marrom

A razão conceitual, entretanto, talvez seja a mais forte, tanto para nossos clientes quanto pra gente: é a busca pelo consumo mais responsável, onde nossas roupas não precisam ser descartadas com uma frequência tão alta, e também a lealdade a um design ou corte que existe independentemente das tendências. Essa teoria também exige muito das empresas que produzem as peças, uma vez que precisamos garantir a qualidade de uma peça duradoura e também assegurar consistência a longo prazo nos nossos produtos e na nossa produção.

Aqui na Calça Thai, acreditamos que nossos clientes não compram uma peça de roupa ou um item fashion, mas sim um conceito – que é a razão pela qual existimos e pela qual conduzimos nossa startup da maneira como o fazemos. Em termos de design, nossa identidade é trazer calças estilo tailandês, mais largas, leves e com gancho baixo, independente do modelo de calças que está em alta no momento. Mas nosso maior feito é a noção ética que nos insere no movimento “Slow Fashion”, ou moda lenta, mantendo nossa produção com os vilarejos do norte tailandês, realmente nos importando com seus meios de vida, sem nos preocupar em nos adaptar a constantes alterações temporais. Mais que pertencer a uma tendência, aqui você pertence a uma causa.


Mas veganismo não é alimentação? Descubra a Moda Vegana

Veganismo: já ouviu falar? A maioria das pessoas associam veganismo apenas com alimentação, ou seja, manter uma dieta que exclui a ingestão de carnes ou qualquer outro alimento de origem animal, como leite e ovos. Entretanto, a ideologia vegana promove a proteção e preservação de todos os animais e diversos âmbitos da nossa rotina: mais que uma dieta, é um estilo de vida. O movimento inclui diversas práticas que boicotam atividades e produtos que vão contras direitos dos animais e do ambiente, como por exemplo cosméticos que são testados em animais ou mesmo o uso de animais para trabalho, caça ou confinamento.

Veganismo

As motivações por trás dessa ideologia incluem a compaixão com a vida animal, o impacto ambiental de atividades agropecuárias e também o cuidado com o próprio corpo e com a saúde. Sendo assim, intersecta diversos pilares da sociedade, como economia, saúde e meio ambiente. Muitos adeptos ao estilo de vida vegano são introduzidos a essa filosofia por conta da busca por uma alimentação mais leve, saudável e consciente, e acabam instituindo o veganismo em outras esferas da vida, alterando todo seu estilo de vida.

No mundo do vestuário, o veganismo também existe: é a moda vegana. Ela se materializa basicamente em um guarda roupa livre de produtos de origem animal. Couro, seda, camurça e lã, por exemplo, não fazem parte do mundo vegano, e isso também inclui acessórios e adornos como penas, plumas, pérolas e ossos. O couro, por exemplo, é a pele curtida de animais, e pode ser caprino, bovino e até mesmo couro de jacaré, cobra e rã; a seda é uma fibra proteica obtida a partir de casulos do bicho-da-seda. Ou seja, a produção desses tecidos implicam na exploração ou mesmo morte de animais.

Tecido vegano

Por outro lado, algodão e rayon são tecidos veganos, assim como poliéster e outras fibras sintéticas, que apesar de não serem de origem natural, não exploram animais para serem produzidos. Rayon é uma seda artificial originada da fibra de celulose que é regenerada normalmente. Já o algodão é uma fibra branca que se desenvolve ao redor de algumas sementes da família das Malvaceae.

Os tecidos naturais veganos – algodão e rayon – são os únicos que utilizamos aqui na Calça Thai. Ainda que o veganismo não seja o grande mote no qual baseamos nosso negócio, sempre prezamos por produtos que cause o menor impacto negativo possível no meio ambiente, na sociedade e na vida animal. Se puder optar, escolha se vestir vegano!


Desmistificando a massagem tailandesa

Quando se diz “massagem tailandesa”, o que vem à sua mente? Saiba que, embora os brasileiros tenham adotado esta denominação para algumas práticas de massagem bastante específicas, a técnica original tem uma motivação distinta e uma origem muito interessante.

Thai Yoga Massagem

A verdadeira massagem tailandesa, conhecida por nomes como nuat phaen thai, nuat phaen boran e nuat thai, foi criada pelo médico indiano Jivaka Kumar Bhacca - até hoje chamado de “pai da medicina” na Tailândia -, ainda na época de Buda. A técnica, desde a sua concepção, inclinou-se e evoluiu seguindo o conceito de que o corpo possui linhas de energia em toda a sua extensão, e que trabalhá-las é necessário para harmonizar o físico e o espiritual de uma pessoa.

A ideia acima mencionada está diretamente relacionada aos conceitos da Yoga - como a Índia e a Tailândia são velhas conhecidas, este fato não é surpreendente. A filosofia da Yoga acredita que a energia vital, chamada de Prana, é absorvida através daquilo que ingerimos e do ar que absorvemos e que se espalha pelo corpo por meio de linhas de energia.

Thai Massagem Antiga

A massagem tailandesa, neste ínterim, utiliza-se de dez linhas específicas - as quais se encontram em pontos do corpo também utilizados pela acupuntura. Ao pressionar certas áreas e permitir que a energia flua, o massagista consegue tratar uma série de enfermidades e abrandar a dor de seu paciente. Isto é possível porque, de acordo com a filosofia milenar da Yoga, as doenças surgem por bloqueios energéticos e dificuldades na manutenção da movimentação do Prana.

Alguns procedimentos feitos pelos massagistas incluem estímulos feitos com as mãos e com os pés e é normal que uma sessão de massagem, quando feita por profissionais qualificados, dure duas horas ou mais. Durante este tempo, o paciente terá suas juntas estaladas, suas costas às vezes pisoteadas (tudo com muita segurança e conhecimento de causa, é claro) e será colocado em diversas posições.

 Thai Massagem

O tratamento original não utiliza loções ou óleos e, ao contrário de crenças erroneamente difundidas, tampouco exige que o receptor da massagem esteja nu ou pouco vestido. É importante, na verdade, que ele esteja com roupas largas e confortáveis. Há, de fato, muito contato físico entre o massagista e o paciente, mas não há estímulos que ofendam a modéstia: o que ocorre são compressões, torções e alongamentos.

É impossível, ao analisar a origem e a motivação da massagem tailandesa, desvencilhá-la de uma prática religiosa. Ao tratar das dores do próximo, o massagista pratica a caridade e o amor ao semelhante - ensinamentos largamente difundidos por Buda, e levados à risca pela população tailandesa (como já comentamos por aqui, o budismo é a religião predominante no país). Ainda hoje, diversos profissionais iniciam o tratamento de seus pacientes com uma prece, chamada de Puja, para esvaziarem a mente de influências desnecessárias e conseguirem concentrar a sua atenção na cura que estão prestes a realizar. Este trabalho, como se vê, é quase uma missão espiritual: de acordo com a crença em vigor, somente um massagista concentrado e dedicado, imerso em um estado meditativo, conseguirá perceber os pontos que necessitam de mais estímulo e fazer com que o Prana volte a circular da maneira correta.

Massagem Tailandesa

A Tailândia não cansa de nos surpreender com suas particularidades e filosofia, não é mesmo? Se você está apaixonado pela cultura tailandesa, traga-a mais para perto de você: a Calça Thai dedica-se a traduzir as belezas e a elevação espiritual da Tailândia em suas peças, trazendo às terras tupiniquins um pouco da magia que se esconde no Oriente. Para saber mais sobre as nossas coleções e descobrir o que preparamos para você, acompanhe-nos no Facebook: https://www.facebook.com/calcathai.


Budismo: A principal religião na Tailândia

16 Julho 2015
8 Comentários

Escrito por Calça Thai

Aqui na Calça Thai fazemos calças mas também somos amantes da Tailândia e da cultura tailandesa.

Budismo: A principal religião na Tailândia

A religião sempre fez parte do dia a dia dos tailandeses. Não é a toa que cerca de 95% da população é praticante do budismo Theravada, que é a religião oficial do país. Ele tem como base os ensinamentos do Buda, que é conhecido também como “c” ou “nee Siddhartha Gautama”.

Leia mais →