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Conheça o Sai Sin: o Sagrado Fio Branco Tailandês

Se você vai à Tailândia com certa frequência, é bem provável que já tenha recebido pulseiras brancas em algum momento dessas viagens. Ao contrário da simplicidade que possa aparentar, essa pulseira de algodão, chamada de "Sai Sin", é repleta de significados e é sobre ela que vamos falar neste post!

O significado do Sai Sin
O Sai Sin pode ser oferecido a você por um tailandês e até mesmo um monge. Mas antes disso, saiba que a linha que compõe a pulseira foi abençoada por um monge budista. O Sai Sin dá proteção e saúde a quem o usa e sua cor normalmente é branca por representar a pureza no budismo; mas dependendo da região em que você está e da ocasião, pode ser que o Sai Sin tenha outras cores, como o vermelho. O sagrado fio branco não é usado apenas no pulso. Ao visitar um templo tailandês em um importante feriado budista, certamente você verá linhas de barbante branco ‘saindo’ das principais imagens de Buda e passando por toda a extensão do templo.

Sai Sin ligado às principais imagens de Buda passando por toda a extensão do templo
O Sai Sin em cerimônias budistas
Ele está presente em diversos ritos na Tailândia, incluindo casamentos e funerais, além de cerimônias de bênção quando alguém se muda para um novo lar. Nos casamentos tradicionais, o Sai Sin se conecta à cabeça do casal de noivos. Amigos e familiares também amarram Sai Sins nos pulsos dos noivos. Já em alguns funerais tailandeses, o fio branco pode ser visto ao redor do crematório (em três voltas) para desejar boa sorte ao falecido e proteção na próxima vida.

Em cerimônias maiores, geralmente há uma grande bola de barbante que primeiro envolve a imagem de Buda para depois ser passada aos monges. Feito isso, o fio é passado para todos os demais presentes. Nesse momento, todos estão fazendo a saudação Thai (conhecida como wai, em que as mãos estão unidas em frente ao rosto). O fio passa entre as mãos até chegar à cabeça onde é amarrado após algumas voltas, mas também pode ficar apenas ao redor dos dedos. O importante é que o fio conecte todos aos monges e à imagem de Buda. Simbolicamente, o cântico entoado pelos monges e o mérito envolvido são então transmitidos ao longo do fio, alcançando todas as pessoas presentes.

Sai Sin conectado à cabeça durante cerimônia budista
Há alguma regra de etiqueta para uso do Sai Sin?
Você não precisa ser budista para aceitar o Sai Sin. Normalmente ele é oferecido como um ato de hospitalidade, então pense nele como um amuleto da sorte se alguém quiser amarrá-lo no seu pulso. Nunca recuse o Sai Sin pois será desrespeitoso com quem está oferecendo-o a você.

Caso esteja em um templo e um monge queira amarrar o Sai Sin em torno dos seus pulsos, é educado fazer uma pequena doação, de pelo menos 20 bahtes (moeda tailandesa), em uma das caixas que estão disponíveis para isso. Uma curiosidade é que como monges e mulheres não podem se tocar, ao ver um monge prendendo o Sai Sin no pulso de uma mulher, repare como ele é cuidadoso para não encostar nela.

Como nós já te contamos, o Sai Sin carrega o mérito e a proteção como significados e ao assumir a forma de um círculo (seja em volta do pulso ou da cabeça), acredita-se que o fio tenha um poder protetor ainda mais forte por seu formato contínuo.

Sai Sin: o Sagrado Fio Branco Tailandês

Ao usar o Sai Sin, não pense que é preciso mantê-lo por meses ou esperar que ele ‘caia’. Seguindo a crença budista, você pode usá-lo por pelo menos três dias. Isso porque o três é um número muito significativo para eles por representar a Joia Tripla ou as Três Joias do budismo: Buda, Dharma (os ensinamentos de Buda) e Sangha (a vida monástica). Assim, ao usar o seu Sai Sin por esse tempo você mostrará que apreciou o presente recebido. Para removê-lo a dica fica por conta das tradições antigas que dizem que você deve desatar o fio suavemente ao invés de cortá-lo.

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Música Tailandesa: Descubra seus Estilos e Influências

Por definição, a música é a arte de se expressar ideias por meio de sons, de forma melodiosa e conforme algumas regras que garantam sua harmonia. Assim como a gastronomia, a obra musical de um determinado lugar ou povo também é uma representação cultural, já que a maioria dessas canções expressam crenças ou descrevem sua história, refletindo o contexto em que foram criadas.

Então nada melhor do que entender a musicalidade tailandesa para aprendermos mais sobre essa cultura tão rica e plural! Vamos lá?!

A Música Tradicional Tailandesa
Na Tailândia, a produção musical tradicional (também chamada de folclórica) acaba por refletir a posição geográfica do país (entre a China e a Índia), além de rotas comerciais que historicamente incluíram a Pérsia, a África, a Grécia e Roma. O contato e as influências culturais vindas de fora permearam essas criações e, mesmo a Tailândia nunca tendo sido colonizada, os dois estilos mais populares são um ‘mix’ dessas referências: o Luk Thung (que incorporou fortemente elementos asiáticos) e o Mor Lam (muito popular ao norte do país e que tem estreita afinidade com a música do Laos, país vizinho à Tailândia). Ambos os estilos podem ser considerados ‘country’ por refletirem a vida dos tailandeses que viviam em áreas rurais.

Grupo de Música Clássica Tailandesa

A Música Clássica tailandesa, no formato que se conhece atualmente, surgiu há cerca de 800 anos na região central do país. Mesmo que em seu início esse estilo tenha sido profundamente influenciado pelas músicas tradicionais indianas, hoje ele é uma expressão essencialmente tailandesa.

Além da música Clássica Thai, outros estilos importantes dessa vertente são o Piphat (considerada a mais comum e icônica música tradicional tailandesa), o Khrueang Sai (usado principalmente em performances instrumentais nacionais e para acompanhar o Hoon Grabok tailandês – teatro de marionetes), o Mahori (tocado por mulheres na região central da Tailândia e que, se comparado aos outros estilos, dá maior destaque aos vocais), e o Kantrum (música de ritmo rápido e tradicional do sul do país, na região que faz fronteira com o Camboja).

Ao mesmo tempo que a constituição musical tailandesa foi inspirada em outras culturas, o oposto também aconteceu com os países vizinhos a Tailândia, já que a música clássica teve grande influência nas tradições musicais de Mianmar, do Camboja e do Laos. No período entre o final do século XVIII e o início do século XIX, por exemplo, uma espécie de intercâmbio cultural foi observado no Camboja em que dançarinos clássicos e músicos aprimoraram seus conhecimentos com mestres e professores tailandeses. Essa relação fez com que houvesse uma forte absorção cultural tailandesa sobretudo entre as classes mais altas da sociedade cambojana.

Ranat Ek: Xilofone Tradicional TailandêsRanat Ek: Xilofone Tradicional Tailandês


Instrumentos Musicais Tailandeses
Não tem como falarmos sobre música sem pensar nos instrumentos que produzem os seus sons, não é?! E embora os estilos tradicionais tenham diferenças significativas entre si, o conjunto base de instrumentos musicais usados em sua composição e reprodução são os mesmos. Por exemplo: eles compartilham de pequenos pratos (ching) e um tipo de baqueta (krap) para marcar a batida principal da música, além de pequenos tambores (klong) para a base rítmica.

Se a produção musical sofre influências externas, os instrumentos musicais tailandeses tradicionais também refletem esse fator e são variados, como por exemplo: o Klong Thap (percussão) e o Khim (cordas) são de origem persa; o Jakhe (cordas) de origem indiana; e os instrumentos de percussão Klong Jin (origem chinesa) e o Klong Kaek (origem indonésia).

Influência da Música Ocidental
É normal que a música tradicional sofra evoluções. Na Tailândia, a música pop e outros estilos europeus e americanos tornaram-se populares durante o século XX, quando a música clássica tailandesa foi desencorajada por ser vista como retrógrada durante as agressivas políticas nacionalistas de modernização. Essa iniciativa estimulou modificações nas músicas tradicionais e a criação de diversos novos estilos.

Nos últimos anos, as artes clássicas se beneficiaram do aumento do patrocínio e do financiamento governamental à cultura tradicional tailandesa.


Ficou interessado e curioso para ouvir alguns ritmos desse país tão especial?! Aproveite para descobrir bandas ou grupos de música clássica tailandesa e nos conte nos comentários o que achou!

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Você sabe diferenciar a Calça Saruel da Calça Thai?

Se você nos acompanha aqui há algum tempo, deve lembrar que nós já contamos brevemente (em um outro post do Blog) sobre as diferenças entre a Calça Thai, a Calça Harem e a Calça Saruel. Como as particularidades entre esses estilos podem ser sutis, neste post nós vamos nos aprofundar ainda mais na história da calça Saruel, falando sobre sua origem e características.

Ao te perguntarmos o que sabe sobre a Saruel, provavelmente você se lembrará de calças largas. E basicamente é isso mesmo! A palavra ‘Saruel’ tem origem árabe e seu significado é ‘algo que cobre a cintura’. Tipicamente, a calça Saruel era feita de percal (tecido fino de algodão com a trama muito fechada) e acredita-se que ela tenha vindo da Pérsia (inspirada nos modelos indianos), por volta do século VI, logo sendo adotada por muitas comunidades árabes; tanto por homens quanto por mulheres, no Norte da África e na Península Arábica em países predominantemente muçulmanos.

O modelo clássico contava com um cordão de couro no cós e poderia ser amarrado na cintura ou no quadril. Além disso, seu comprimento nunca passava dos joelhos, e sua forma era de um retângulo simples, cortado a partir de três ou quatro pedaços de tecido, sendo a parte central mais ampla. Quanto mais larga essa parte da calça, mais tecido era necessário em sua confecção e o preço da peça se elevava. Essa característica era importante não apenas do ponto de vista estético, mas também funcional, já que se tratava de uma vestimenta prática para a realização de algumas tarefas, como a montaria de camelos e cavalos. Calças com corte reto ao corpo não funcionariam da mesma forma. A Saruel ainda podia ser usada sob vestidos, túnicas e um tipo tradicional de roupão esvoaçante (todos com o comprimento até os tornozelos).

Variedade de estilos de Saruel que surgiu no período medieval

No período medieval, uma grande variedade de estilos de Saruel passou a existir, considerando seu comprimento (tornozelos, panturrilhas ou joelhos), seu corte (mais largo ou próximo ao corpo) e o gancho (mais alto ou baixo). Seu estilo podia variar regionalmente, mas a calça Saruel sempre era caracterizada por ser solta e ampla, sobretudo nos quadris. Cada tipo de Saruel tinha um nome diferente e um grupo de pessoas que adotavam o estilo. Homens e mulheres usavam essa calça independente do momento e da região onde viviam (fosse urbana ou rural). Tradição essa que continua até hoje em muitos países islâmicos.

A Calça Saruel no Ocidente
Procurando pela internet, é comum encontrar um equívoco: que a palavra ‘Saruel’ deriva do francês (Sarouel). E essa confusão tem uma explicação! No século 19, militares franceses em expedição pelo Norte da África (Marrocos, Argélia e Tunísia) tiveram que adotar a vestimenta para resistirem às altas temperaturas do deserto. Por serem feitas com tecidos naturais (leves e respiráveis), com corte largo, as calças Saruel se tornaram item essencial na missão. Ao retornarem para a França, eles levaram as peças consigo e introduziram o modelo ao ocidente de forma despretensiosa.

Desde então, passou a existir uma ampla variedade de estilos desse modelo que continua evoluindo e influenciando a moda ocidental para homens e mulheres. No entanto, se buscar rapidamente por imagens na internet, você verá que é mais fácil encontrar calças Saruel que contam com o corte reto (mais justo nas pernas) e o gancho baixo, com maior volume nos quadris.

Militares franceses introduziram a Calça Saruel ao ocidente de forma despretensiosa

Hoje em Dia
Hoje as calças Saruel são mais frequentemente usadas pelos homens e podem ser longas, chegando até o chão, ou curtas, atingindo um pouco abaixo do joelho. Entretanto, há um estilo de Saruel que continua a ser muito usado em toda a África do Norte (do Marrocos ao Egito), e que passou por algumas adaptações. O cós, que antes era tradicionalmente preso por um cinto ou cordão, agora tem pregas frontais e traseiras e uma faixa de cintura com cerca de três a quatro dedos de largura. O que não mudou é a parte central ampla e o gancho baixo.

O comprimento ainda varia, mas os estilos mais comumente usados são os que vão até o meio da panturrilha, e logo abaixo do joelho. A calça Saruel ainda pode ser bordada, acompanhando os detalhes da túnica ou manto que faz composição com a peça. Nos países do Golfo Pérsico também há um estilo de calça chamado Saruel que se assemelha às largas calças masculinas de pijama e geralmente vão até o tornozelo. Elas contam com cordões largos ou elásticos para prender na cintura.

Para muitos brasileiros, a calça Saruel tem tecido mais encorpado, como o moletom. No Brasil, esse modelo surgiu na década de 90 e foi uma das calças mais usadas entre os jovens na época. Depois desse boom, ela voltou a ser popular em 2009 e mais recentemente em 2015.

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Conheça os rituais que os Monges Budistas seguem para se alimentar

A rotina dos monges budistas é algo que sempre desperta curiosidade. A forma como vivem e como seguem suas rotinas de devoção estão frequentemente em pauta nos meios de comunicação e não é para menos: com um dia a dia simples e austero, os monges se dividem entre suas tarefas, momentos de oração e busca de autoconhecimento. Já a disciplina que eles desenvolvem é fundamental para que tudo seja feito com harmonia.

Neste post, nós vamos te contar mais sobre a alimentação dos monges budistas na Tailândia: como recebem a comida, o que podem e o que não podem comer, além dos rituais que devem seguir para se alimentarem todos os dias. Confira!

 

Monges Budistas recebendo doações de alimentos
Rotina matinal dos monges budistas
Você já deve ter visto essa imagem antes: monges com suas túnicas alaranjadas, organizados em fila, com um tipo de cuia à tiracolo aguardando por alimentos. Então, para começarmos, saiba que os monges budistas (seja na Tailândia, ou em outros lugares do mundo) não podem cozinhar ou comprar alimentos. Tudo o que eles comem deve ser recebido como doação, ofertado por fiéis e seguidores do budismo.

Outro aspecto importante sobre isso, é que os monges não podem ‘estocar’ as doações de alimentos que recebem. Ou seja, a ronda que fazem por comida deve ser feita diariamente, pela manhã. Ao retornar para o templo, os monges fazem a seleção do que vão comer e planejam como vão se alimentar ao longo daquele dia. Muitos fazem apenas uma refeição, enquanto outros dividem os alimentos recebidos entre o café da manhã e a última refeição (que sempre deve acontecer antes do meio-dia).

 

O arroz é um dos alimentos que pode ser ofertado aos Monges
O que os monges budistas podem comer
Os alimentos que podem ser ofertados aos monges para a refeição matutina estão em cinco categorias: alimentos básicos (como arroz), sobremesas, alimentos secos ou em conservas, peixes e carnes. Mesmo tendo feito a última refeição até o meio-dia, os monges budistas podem comer alguns alimentos ao longo do dia, como: mel, açúcar e xarope, ghee, manteiga e queijo. Importante ressaltar que as doações de comida não precisam ser feitas em grande quantidade. O que vale é a intenção da pessoa em doar. O alimento também não precisa ter sido feito por quem está doando. Se estiver viajando pela Tailândia e quiser fazer sua doação, você pode comprar comida em estabelecimentos locais e ofertar aos monges.

Quanto às restrições alimentares, existem dez tipos de carne que os monges não podem comer: carne humana, carne de elefante, de tigre e de tigre amarelo, de leopardo, de urso, de leão, de cobra, de cachorro e de cavalo.


Os Monges Budistas só podem se alimentar por doações
Como os monges budistas devem se alimentar
Toda a refeição que o monge budista faz está sempre rodeada de devoção e respeito ao Buda. Por essa razão, antes de se alimentarem, eles oferecem a comida à imagem sagrada com cantos, reverências e orações.
Caso o alimento não tenha sido ofertado, ou tenha sido doado no dia anterior, o monge não poderá consumi-lo.

Já os alimentos que não são selecionados pelos monges nunca são descartados. Prioritariamente, freiras e crianças que ajudam nas redondezas dos templos são contemplados. Em seguida, pessoas pobres chegam para as doações que são feitas ao meio-dia. Toda e qualquer sobra é então oferecida aos cães e gatos do templo. Ou seja: zero desperdício!

Mesmo tendo familiares e conhecidos nas regiões que circundam o templo, os monges budistas não podem pedir por um determinado tipo de comida, como o prato que mais gostam. Caso alguém diga o que for levar a eles no dia seguinte, o monge também não poderá comer o alimento. Ao todo, são 30 regras sobre alimentação que os monges budistas devem seguir.


Interessante, não é?! O mais importante em conhecer essa rotina é perceber que, para os monges budistas, receber a doação de alimentos é algo muito maior do que apenas a manutenção do corpo e da saúde. Eles integram um tipo diferente de economia: a cultura de doações, em que retribuem tudo o que recebem com ensinamentos aos seus seguidores. Para os monges budistas, a doação faz parte do sentido da vida.

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Poder, inteligência e prosperidade: conheça o simbolismo do Elefante na cultura Tailandesa

Você já deve ter reparado que diversos produtos Calça Thai trazem em sua estampa o Elefante. Calça Mata, Chang, e as mais novas Bolsa Chang e Calça Boa Sorte carregam todo o simbolismo desse animal que foi fundamental na história da Tailândia e permanece até hoje sendo emblema do nosso país.

Tempos atrás, os Elefantes tailandeses foram usados em guerras, e mais recentemente, como animais de carga, especialmente pela indústria madeireira, mas a importância desses animais vai muito além de tarefas práticas que requerem força.    

Elefantes Tailandia

Desde o início...

Por toda história da Tailândia, o Elefante (ou Chang em tailandês) esteve presente e foi fundamental em algumas missões importantes, como auxílio na construção dos templos, na abertura de florestas e no transporte de madeira. Antes do século XVIII, eles foram a principal força do exército durante as guerras no sudeste asiático, sendo a forma mais eficaz de transporte no campo de batalha (assim como as cavalarias nos países ocidentais). Na época, acreditava-se que quanto mais Elefantes um exército possuísse, mas bem preparado para a guerra ele estaria.

Assim, os Elefantes sempre foram importantes em tarefas que exigiam força, mas além disso, eles demonstravam muito talento e inteligência para realizar diversas atividades.  

Representação espiritual

Para os tailandeses, o Elefante é um animal sagrado, símbolo de prosperidade e bem-estar. Com significados espirituais importantes, os Elefantes têm forte relação com as crenças do budismo e do hinduísmo. Segundo uma lenda budista, a rainha Maya sonhou que um Elefante Branco penetrava em seu ventre pela axila direita. Em seguida, a rainha percebeu que estava grávida de Sidarta (Buda) e o Elefante se tornou um símbolo extremamente favorável e promissor para o povo.

Já o budismo tailandês incorporou elementos do hinduísmo. Assim, santuários com deuses e divindades hindus podem ser vistos por toda Tailândia. Imagens de Ganesha (o deus hindu com cabeça de Elefante) e Airâvata (o deus Elefante) podem ser facilmente encontradas pelo país.

O Elefante Branco

Na Tailândia, os Elefantes Brancos são símbolo de boa sorte por sua conexão com o nascimento de Buda e por pertencerem ao rei. Com sua presença majestosa, movimentos e agilidades únicos, tradicionalmente, o Elefante simboliza o poder real. Há muitos anos, quanto mais Elefantes um rei tivesse (especialmente os Brancos) mais status e poder ele usufruía.

De 1855 a 1916, a bandeira nacional da Tailândia (região chamada de Sião na época) trazia o desenho de um Elefante Branco em um fundo vermelho. Até hoje, o Elefante Branco está presente na bandeira naval tailandesa. Curiosamente, os Elefantes Brancos não são exatamente albinos. Na verdade, eles contam com uma tonalidade de pele mais clara que os cinzas, essa mais próxima ao rosa, do que ao branco.

E você sabe de onde vem a expressão ‘Elefante Branco’? Acredita-se que ela tenha origem na época em que os reis costumavam dar Elefantes Brancos como presente. Funcionava mais ou menos assim: se alguém estivesse a favor do rei, um terreno seria dado juntamente com um Elefante. Entretanto, se o rei tivesse interesse em provar algo a alguém que precisasse de uma lição, o Elefante seria dado, mas sem a terra. Como era proibido que um Elefante real fosse vendido ou usado para trabalho, a manutenção do animal se tornava extremamente cara; e sem a terra, quem recebeu o ‘presente’ normalmente não conseguia dar as condições adequadas ao animal e ia à falência.  

Muito além da Tailândia

Simbolismo Tailandia

Mas esses frondosos animais não são importantes apenas na Tailândia ou na Ásia! Os Elefantes também estão presentes no Cristianismo (como símbolo de pureza), no Feng Shui (boa sorte, proteção, sabedoria e fertilidade), na África (símbolo de força, vigor, longevidade e lealdade), na Europa, na literatura (quem não lembra de Babar, aquela família muito especial de Elefantes?), na TV e no cinema!  

Gostou de saber mais sobre o nosso animal favorito e grande símbolo da cultura tailandesa?! Então aproveite e traga a boa sorte do Elefante para o seu dia a dia!

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Como combater o estresse com Tai Chi, a meditação em movimento

Você já ouviu falar de Tai Chi? Ou às vezes chamado de Tai Chi Chuan? Para alguns, o Tai Chi é conhecido como a yoga chinesa, e é talvez a arte marcial mais conhecida da China anciã. Ele tem suas bases no Qigong, um conjunto de técnicas e alongamentos que visam auxiliar o movimento da energia vital que já flui através de todas as coisas do universo, e algumas técnicas das artes marciais chinesas de milhares de anos atrás. Foi desenvolvido por volta de 1670 e é caracterizado por contrastar e complementar movimentos lentos e leves com outros mais bruscos e pesados.

Apesar no nome levar "tai", a origem dessa arte marcial não tem relação com a Tailândia. Na verdade, o termo "tai chi" apareceu no Livro das Mudanças, mais de 3000 anos atrás, dizendo que "em todas as mudanças existe o tai chi, que causa os dois opostos de tudo". Esse termo é também utilizado pra representar a vastidão do universo.

Tai Chi

Os textos tradicionais escritos por mestres de Tai Chi nos orientam a três práticas: vencer o movimento por meio da quietude, vencer a dureza por meio da suavidade, e vencer o rápido por meio do lento. Ou seja, utilizar ideias opostas e complementares para levar uma vida de equilíbrio. Seus movimentos foram baseados na observação da natureza: não apenas em plantas, fenômenos e animais, mas principalmente em como todos esses elementos que nos cercam interagem entre si. 

O primeiro estilo desenvolvido no Tai Chi é chamado Chen, e a partir desse, outros 3 se desenvolveram: Wu, Hao e Sun. Todos eles têm princípios essenciais parecidos, mas contém posições e características particulares. Já estilo mais popular é o Yang, com movimentos mais gentis, delicados e lentos, que é mais fácil de ser aprendido e também promove uma vida saudável. Além desses, hoje há diversos outros estilos originados dos primeiros, adaptados por todo o planeta.

Desde o século 19, os chineses compreenderam o quanto a prática de Tai Chi traz benefícios para o ser humano e sua popularidade tem crescido a cada ano: pesquisas dizem que mais de 300 milhões de pessoas o praticam. Além de trazer a tranquilidade e a paz de espírito de uma meditação, ele também é recomendado em termos de saúde, já que seus movimentos promovem a elasticidade e força corporal. 

Essa meditação em movimento é amplamente aconselhada para aqueles que vivem em grandes cidades e sofre o estresse da rotina. O Tai Chi pode ser um caminho para uma vida mais saudável, em paz e em equilíbrio. Aqui na Calça Thai, nossa Calça Pescador é ideal para essa prática!

Calça Pescador Bordô

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Calça Indiana ou Calça Tailandesa? A gente explica!

Muitos anos atrás, o vestuário indiano influenciou o surgimento do modelo de calça envelope, na Tailândia. Esse modelo, que depois foi evoluído até o desenvolvimento das "fisherman pants", ou calça pescador, era formado por um pedaço de tecido retangular que é embrulhado ao redor do corpo e amarrado na cintura com o excesso de tecido. Os homens ajustavam a calça para uma altura mais curta, que facilitava o conforto para trabalhar, enquanto que as mulheres só usavam modelos longos, a fim de cobrir todo o comprimento das pernas - mostrar essa parte do corpo era um sinal de desrespeito. Além disso, muitas vezes os homens trabalhavam sem camisa, enquanto que as mulheres estavam majoritariamente cobertas.

Tecidos e roupas simbolizavam padrões sociais que diferiam ao longo dos reinados de cada monarca tailandês. A pessoas mais ricas usavam tecidos elaborados, altamente decorados, incluindo até mesmo fios de ouro ou de prata. Muitos dos tecidos utilizados em ocasiões especiais, como seda e cetim, eram frequentemente importados da Índia e da China. Enquanto isso, nas classes mais baixas predominava o algodão.

Roupa tailandesa antiga

Apesar desse tipo de vestuário acabar gastando uma maior quantidade de tecido, ele era amplamente utilizado, tanto pelo conforto, quanto pela versatilidade. Esse mesmo tecido com que se fazia as calças também tinha outros usos: proteger-se do frio, repelir mosquitos e outros animais, além de ser utilizado como toalha de banho. 

Enquanto isso, as calças indianas, também conhecidas como harém, também surgiram desse pedaço de pano retangular, que era difundido por diversos países da Ásia. Lá na Índia ele era conhecido como "dhoti", "pancha", "mardani"ou "veshti", e era utilizado majoritariamente por homens.

Calça Dhoti Indiana

Hoje, as calças indianas são amplamente utilizadas no mundo, por pessoas de ambos os sexos. Geralmente são largas, têm o gancho baixo e um elástico inferior na altura do tornozelo. Assemelham-se muito com as calças tailandesas, e muitas vezes fica até mesmo difícil diferenciar as duas, já que as culturas, os cortes e os tecidos já se misturaram bastante.

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Gestos e suas simbologias: mais uma curiosidade tailandesa

Ainda que alguns sinais com as mãos e com o corpo sejam universais e compreendidos em qualquer lugar, cada país tem também gestos próprios, intrínsecos na sua cultura, que muitas vezes só os próprios moradores entendem. Esses gestos dizem muito sobre o tipo de sociedade que é constituída em cada país, sobre as noções de respeito, intimidade e hierarquia. Vamos contar um pouquinho mais sobre os gestos que são utilizados pelos tailandeses e isso vai lhe dar uma noção ainda melhor da cultura thai.

Talvez o gesto mais famoso e diferente seja o wai. Já mencionamos esse gestos em posts no Facebook, mas vamos relembrar. Ele é utilizados para cumprimentar, assim como demonstrar gratidão, desculpas e respeito. É necessário juntar as duas mãos ao peito e se curvar. Quanto mais perto do rosto as mãos estiverem, maior é o respeito demonstrado.

Mulher Tailandia Wai

Essa mesma posição das mãos, quando em frente ao colo, é o gesto utilizado durante a meditação profunda, ou samadhi. E o ato de se curvar, sem as mãos, também é utilizado bastante como símbolo de respeito, tanto por estudantes aos seus professores, quanto por qualquer um a alguém que seja mais velho. 

O respeito pelos mais velhos é uma característica forte na Tailândia, um país onde as hierarquias são enormes. Além de se curvar ser um ato realizado com frequência, sentar em uma posição mais alta que uma pessoa com mais idade que você é considerado falta de educação.

Outro símbolo bacana é o de "eu te amo", representado pelo dedão, dedo indicador e o mindinho levantados, com a mão virada para a pessoa com quem você está falando. Esse gesto também é usado na linguagem de sinais, ou Libras. Para dizer que está tudo bem ou que algo deu certo, fazemos como no Brasil, levantando o dedão e fechando os outros dedos, nosso "sinal de jóia".

Gesto - eu te amo

O sinal de V, que aqui utilizamos como paz e amor, lá é usado quando você está torcendo por alguém ou demonstrando apoio. O sinal de OK é feito com um círculo formado pelo dedão e o dedo indicador, e levantando os outros dedos. Esse mesmo gesto é usado por mergulhadores com a mesma finalidade.

Ok sinal - mergulhadores

Quando se trata de gestos incomuns ou indelicados, a diferença em relação ao Brasil é enorme. A Tailândia não é uma sociedade orientada para o toque ou contato. Dessa maneira, tocar outra pessoa, principalmente alguém de quem você não é íntimo, é algo muito grosseiro. É bom destacar o toque na cabeça, que nunca deve ser feito. Abraços e beijos não são saudações comuns, assim como o aperto de mão - a não ser para amigos muito próximos.

Na Tailândia, colocar as mãos nos quadris também é algo muito indelicado pois demonstra impaciência a quem você está se dirigindo. Olhar fixamente é considerado rude, e manter contato visual por muito tempo pode ser intimidador. Apontar para outra pessoa com o dedo também é visto como algo extremamente indelicado.

Também é muito rude utilizar os pés ou pernas para apontar, seja para pessoas, comidas ou imagens do Buda, assim como colocar os pés em mesas ou cadeiras. Sempre se tira o sapato antes de entrar em um ambiente e não se usa os pés para realizar nenhum sinal.

Como podemos ver, muitos gestos utilizados na Tailândia são apenas daquele país, ou típicos da região do sudeste asiático. Antes de ir para qualquer país, é sempre bom descobrir essas particularidades para não dar bola fora ou soar desrespeitoso. E se você não for viajar agora, sempre vale descobrir essas curiosidades culturais!

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A cultura tailandesa dos Espíritos: proteção e crença (e um pouquinho de medo)

Já sabemos que a Tailândia detém uma cultura extremamente espiritualista. Aqui no blog da Calça Thai, já falamos sobre o xamanismo e sua busca pelo mundo dos espíritos. Também sobre a enorme quantidade da população que é budista e como o país é impactado por conta da religião. Diante de toda essa inclinação espiritual, um ponto se destaca: os espíritos, ou Phi, na língua thai. Intrínsecos entre as crenças dos tailandeses, os espíritos trazem proteção - mas por ser algo sobrenatural, também causam algum receio.

Budismo - Espíritos

Acredita-se que os espíritos estão por toda parte mas principalmente em algumas árvores, perto de templos e em casas abandonadas. Se você compra um terreno para construir uma casa, por exemplo, assim que sua casa estiver de pé, o próximo passo é construir a casa dos espíritos. Isso ocorre justamente porque a crença diz que os espíritos já estavam lá antes de você chegar, dessa maneira, você precisa proporcionar moradia para os mesmos. Essa casinha se encontra em quase todas as casas e prédios pela Tailândia, até mesmo em estabelecimentos comerciais e universidades, e todos os dias recebem oferendas do povo, como incensos, flores e comidas. Uma curiosidade é que é comum encontrar refrigerantes sabor morango nas casas dos espíritos, já que acredita-se que eles gostam de bebidas doces. 

Casa dos Espíritos - Fanta sabor Morango

 A crença nos espíritos é muito antiga, tendo surgido a partir de lendas do folclore local. Pouco é encontrado escrito e registrado sobre isso: a maior parte dessa cultura é transmitida pela contação de histórias entre as famílias. A mídia moderna também contribui para que essa crença se mantenha viva e seja ainda mais disseminada, já que diversas novelas e filmes tailandeses incluem espíritos em seus enredos e trazem esse ponto à tona, principalmente puxando para o terror - o que pode influenciar no nosso próximo ponto: o medo que alguns tailandeses sentem de espíritos.

Oh My Ghost! Thai Movie

Ainda que os tailandeses prezem pelo bem estar dos espíritos, sempre garantindo que eles estejam bem cuidados, muitos deles também têm medo de encontrar um espírito por aí. Tal característica pode ser influenciada por essa abordagem da mídia moderna, que na maior parte dos casos traz os espíritos como criaturas assustadoras, aterrorizantes, muitas vezes até mesmo deformadas fisicamente e causando susto em pessoas comuns. Conversando com tailandeses, é comum compartilharem histórias de tensão, como casos que eles mudaram a rota de uma viagem por acreditarem ter visto um espírito pelo caminho, ou não querendo entrar em um quarto de uma casa por acreditar que estão ouvindo ou tendo sinais da presença de um espírito, ou mesmo deixando uma cama vaga dentro do quarto, para que o espírito possa dormir.

Para quem não acredita, é difícil entender como tudo isso funciona, porque é algo que acaba se tornando muito distante do racional. Já para aqueles que têm essa crença, é algo tão normal que já está intrínseco no dia a dia: faz parte da cultura, das casas, das ruas e da sabedoria popular. Essa é mais uma parte da riquíssima cultura espiritual tailandesa - e fique ligado que sempre vem mais por aí!

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A Ásia em festa: Ano Novo Thai e Holi Festival Indiano

Se tem duas coisa que a América Latina e a Ásia têm em comum são a religiosidade e a variedade de feriados e festividades: há sempre uma razão pra celebrar. Entre todos os que existem na Ásia, dois deles nos chamam a atenção - um típico da Tailândia e outro da Índia. Ambos cheios de vida, cores e muita água! Quer saber mais?

Songkran – O Ano Novo Tailandês

Songkran

Apesar da Tailândia seguir o calendário ocidental, onde o novo ano começa em Janeiro, ela sempre comemora uma outra celebração de renovação de ano, o Ano Novo Thai, ou Songkran. Ele é celebrado no mês de Abril, no dia 13, se prolongando pelos dias 14 e 15. O termo Songkran vem do sânscrito e significa "passagem astrológica", ou seja, nos remete a transformações, renovações e mudanças. A festividade é mantida no calendário solar budista e também no hinduísta. 

Na prática, a festividade se torna um feriado de quase 1 semana entre os tailandeses, e envolve muita água: por meio de guerrinhas de água espalhadas por toda a cidade, com arminhas, baldes e mangueiras, a ideia é limpar as impurezas e problemas do ano anterior, e se renovar para o ano que começa, tendo um início novo e fresco. Apesar de grande parte do comércio fechar durante esse tempo, é uma época muito interessante para se visitar a Tailândia, exalando boas energias e diversão.

Holi Festival - O Festival das Cores Indiano

Festival Holi

Também conhecido como festival do compartilhamento de amor, a Holi sempre cai entre o fim de Fevereiro e o começo de Março. A festividade se inicia com uma fogueira, que semelhante à simbologia da água no caso do Songkran, a ideia é limpar todo o mal interior, nesse caso queimando ao invés de molhando. O próximo dia é o mais conhecido mundialmente: uma "guerrinha de cores", onde os mais diferentes e vivos tons são compartilhados em formato pó e líquido, por meio de uma água tingida e colorada. A ideia é que todo mundo se pinte e se divirta, sem restrições de interação entre classes sociais, idade, gênero: durante a Holi, todo mundo é igual.

O festival, tão amado pelos indianos e hoje disseminado pelo mundo inteiro, carrega consigo várias simbologias e filosofias: a vitória do bem sobre o mal, a chegada da primavera, a gratidão pela boa safra, e também nos remete a um momento de interação, sendo uma oportunidade para conhecer ouras pessoas, se divertir e dar risada, perdoando erros, esquecendo problemas, e se acertando nos relacionamentos com outros próximos de você.

Songkran e Holi

Apesar de serem festividades diferentes, de datas e culturas diferentes, as duas possuem diversas semelhanças.

Em ambos os casos, o povo ocupa as cidades e as festas acontecem na rua, em parques e espaços públicos. Nessas épocas, todo mundo é igual: se molham juntos, se pintam juntos, se divertem juntos. As ruas enchem de gente com sorriso no rosto e arminhas ou tintas na mãos, a fim de celebrar a vida.

As duas também envolvem água, o que em ambos os casos representa a renovação. E não é só um baldinho por pessoa não: a água fica disseminada por toda a cidade e todos os participantes voltam pra casa encharcados. A Holi ainda conta com o complemento das cores, o que não ocorre no Songkran. Nesse caso, além de molhado, todo mundo volta colorido: cores neons, alegres, vibrantes. 

Ainda que as manifestações tenham bastante em comum, o que mais une os dois festivais é seu objetivo maior: a vontade de deixar o mal para trás e fazer com que o bem prevaleça. Festas lindas feitas por pessoas do bem!

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