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Conheça o Sai Sin: o Sagrado Fio Branco Tailandês

Se você vai à Tailândia com certa frequência, é bem provável que já tenha recebido pulseiras brancas em algum momento dessas viagens. Ao contrário da simplicidade que possa aparentar, essa pulseira de algodão, chamada de "Sai Sin", é repleta de significados e é sobre ela que vamos falar neste post!

O significado do Sai Sin
O Sai Sin pode ser oferecido a você por um tailandês e até mesmo um monge. Mas antes disso, saiba que a linha que compõe a pulseira foi abençoada por um monge budista. O Sai Sin dá proteção e saúde a quem o usa e sua cor normalmente é branca por representar a pureza no budismo; mas dependendo da região em que você está e da ocasião, pode ser que o Sai Sin tenha outras cores, como o vermelho. O sagrado fio branco não é usado apenas no pulso. Ao visitar um templo tailandês em um importante feriado budista, certamente você verá linhas de barbante branco ‘saindo’ das principais imagens de Buda e passando por toda a extensão do templo.

Sai Sin ligado às principais imagens de Buda passando por toda a extensão do templo
O Sai Sin em cerimônias budistas
Ele está presente em diversos ritos na Tailândia, incluindo casamentos e funerais, além de cerimônias de bênção quando alguém se muda para um novo lar. Nos casamentos tradicionais, o Sai Sin se conecta à cabeça do casal de noivos. Amigos e familiares também amarram Sai Sins nos pulsos dos noivos. Já em alguns funerais tailandeses, o fio branco pode ser visto ao redor do crematório (em três voltas) para desejar boa sorte ao falecido e proteção na próxima vida.

Em cerimônias maiores, geralmente há uma grande bola de barbante que primeiro envolve a imagem de Buda para depois ser passada aos monges. Feito isso, o fio é passado para todos os demais presentes. Nesse momento, todos estão fazendo a saudação Thai (conhecida como wai, em que as mãos estão unidas em frente ao rosto). O fio passa entre as mãos até chegar à cabeça onde é amarrado após algumas voltas, mas também pode ficar apenas ao redor dos dedos. O importante é que o fio conecte todos aos monges e à imagem de Buda. Simbolicamente, o cântico entoado pelos monges e o mérito envolvido são então transmitidos ao longo do fio, alcançando todas as pessoas presentes.

Sai Sin conectado à cabeça durante cerimônia budista
Há alguma regra de etiqueta para uso do Sai Sin?
Você não precisa ser budista para aceitar o Sai Sin. Normalmente ele é oferecido como um ato de hospitalidade, então pense nele como um amuleto da sorte se alguém quiser amarrá-lo no seu pulso. Nunca recuse o Sai Sin pois será desrespeitoso com quem está oferecendo-o a você.

Caso esteja em um templo e um monge queira amarrar o Sai Sin em torno dos seus pulsos, é educado fazer uma pequena doação, de pelo menos 20 bahtes (moeda tailandesa), em uma das caixas que estão disponíveis para isso. Uma curiosidade é que como monges e mulheres não podem se tocar, ao ver um monge prendendo o Sai Sin no pulso de uma mulher, repare como ele é cuidadoso para não encostar nela.

Como nós já te contamos, o Sai Sin carrega o mérito e a proteção como significados e ao assumir a forma de um círculo (seja em volta do pulso ou da cabeça), acredita-se que o fio tenha um poder protetor ainda mais forte por seu formato contínuo.

Sai Sin: o Sagrado Fio Branco Tailandês

Ao usar o Sai Sin, não pense que é preciso mantê-lo por meses ou esperar que ele ‘caia’. Seguindo a crença budista, você pode usá-lo por pelo menos três dias. Isso porque o três é um número muito significativo para eles por representar a Joia Tripla ou as Três Joias do budismo: Buda, Dharma (os ensinamentos de Buda) e Sangha (a vida monástica). Assim, ao usar o seu Sai Sin por esse tempo você mostrará que apreciou o presente recebido. Para removê-lo a dica fica por conta das tradições antigas que dizem que você deve desatar o fio suavemente ao invés de cortá-lo.

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Descubra o Festival mais misterioso da Tailândia: as Bolas de Fogo de Naga

As Bolas de Fogo de Naga é aquele tipo de Festival único de se ver e que só poderia mesmo ser encontrado na Tailândia. Nele, as pessoas se reúnem ao longo de um trecho de 250 km às margens do rio Mekong (que separa o Norte da Tailândia do Laos) para observar as brilhantes bolas de fogo que são disparadas para o céu. O número de bolas pode variar entre centenas e milhares, e a responsável seria a mítica 'Phaya Nak' (ou Naga), uma serpente marinha gigante que mora dentro do rio, adormecida, e que ao acordar sopra bolas de fogo (segundo a crença popular)!

Pessoas à espera das Bolas de Fogo de Naga

 
Esse fenômeno ocorre sempre ao final ou logo após o período da 'Quaresma Budista', que normalmente acontece entre o meio/final de outubro até o início de novembro. Neste ano, o Festival será em outubro, após 13 de outubro, quando a 'Quaresma Budista' terá fim e neste post, vamos te contar a origem desse fenômeno e as possíveis explicações científicas. 

Seria Magia ou Ciência?
Como você já deve ter percebido, o fenômeno das Bolas de Fogo de Naga é um espetáculo impressionante, envolto em mito e ciência, afinal centenas de esferas vermelhas brotam da água rapidamente iluminando o céu escuro por alguns segundos antes de desaparecerem no ar. Não é à toa que esse acontecimento desperta o interesse de cientistas e moradores locais há muito tempo, cada um com sua opinião formada à respeito. Para os moradores da região, Naga acorda todos os anos na mesma época (em noite de lua cheia) para homenagear a conclusão da Quaresma Budista ou do Retiro das Chuvas, também chamado de ‘Vassa’. Há também quem acredite que esse seja o retorno de Buda em forma de Naga.

Bolas de Fogo Naga Tailandia

No budismo, hinduísmo e jainismo, os Nagas são seres metamórfos, que podem assumir a forma que preferirem: seja totalmente humana, meio serpente, meio humana ou completamente serpente. Na Tailândia, o Naga é uma rica divindade do submundo, guardião do tesouro no reino subaquático de Patala-Loka ou Naga-Loka, um lugar lindamente ornamentado com pedras preciosas. Eles também são considerados protetores de Vientiane (capital do Laos) e poderosos animais mágicos na área do rio Mekong.

Naga: serpente marinha gigante que sopra bolas de fogo

Na Tailândia, atualmente, o fenômeno é considerado um verdadeiro Festival, muito aguardado e comemorado. Multidões se reúnem soltando fogos de artifício, foguetes e balões coloridos até que as brilhantes bolas de fogo comecem a surgir da água. Cada bola é recebida com muito barulho por todos que assistem! Mas se para os habitantes locais não há dúvidas de que as luzes são sobrenaturais, para os cientistas ainda não há uma explicação exata de como as bolas de fogo se formam, embora existam algumas teorias que tentam esclarecer o fenômeno.

Teorias científicas sobre as Bolas de Fogo de Naga
Cientificamente, não há uma conclusão sobre quais fatores influenciariam no fenômeno, mas nós vamos te contar as principais teorias. A primeira delas defende que as bolas são gases pantanosos, formadas quando bolsões de metano se desenvolvem por decomposição do material orgânico localizado no subsolo do rio. Ao chegar à superfície, a bola entra em contato com o oxigênio presente no ar, resultando em uma combustão espontânea (com chamas). Outra teoria alega que é necessário um alinhamento preciso entre a Terra, o Sol e a Lua para que a combustão ocorra e que o rio Mekong fornece as condições necessárias para isso. Daí, a principal razão para o fenômeno acontecer exclusivamente na Tailândia e em uma determinada época do ano.

A terceira teoria é similar à primeira, mas para os cientistas que trabalham com essa hipótese o gás não seria metano, mas sim outro também inflamável, a fosfina (fato comprovado experimentalmente pelo Ministério de Ciência da Tailândia). No entanto, a teoria não deixa claro como o processo acontece naturalmente já que a fosfina é um gás produzido pelo homem para diversos fins industriais por meio de um processo químico cuidadosamente orquestrado. Por fim, a quarta teoria afirma que as bolas de fogo são esferas de plasma de formação livre, criadas quando a eletricidade é descarregada no rio.

Bolas de Fogo Noite

Mesmo não havendo um consenso para o fenômeno, a beleza e o misticismo do Festival permitem que as pessoas celebrem e admirem as brilhantes bolas de fogo. Sejam elas mágicas, sopradas pela serpente que acaba de despertar, ou um resultado da mistura de metano com o ar, é simplesmente incrível assistir ao fenômeno; algo tão raro e que não pode ser visto em nenhuma outra parte do mundo!
 

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Desvende a Origem e o Significado da Mandala

Representações de mandalas estão presentes em alguns de nossos produtos, inclusive emprestando seu nome para uma de nossas coleções masculinas. E isso não é por acaso.

Composta por formas geométricas que tem em comum o mesmo centro, a mandala tem um significado tão complexo quanto seu desenho e, neste post, nós compartilhamos com você alguns fatos e curiosidades sobre sua criação e conceito.

A mandala tem um significado tão complexo quanto seu desenho


Significado religioso
A palavra mandala vem do sânscrito e tem como definição “círculo" ou "objeto em forma de disco". Apesar de ser uma língua morta, o sânscrito tem importante uso litúrgico em religiões asiáticas. Em diversas crenças, como no budismo, hinduísmo e jainismo, a mandala é vista como objeto ritualístico.

Especificamente no budismo, em que se acredita que a mandala teve origem, os devotos usavam seu desenho como forma de mentalizar a divindade. Desse modo, os budistas entendiam que a verdade sobre o universo era assim revelada para eles e a mandala representaria artisticamente o ser humano e o universo; um símbolo da existência interior e sua relação com o mundo ao redor.

Falando um pouco mais sobre o seu desenho, em sua forma mais básica, o design da mandala é simétrico e equilibrado, apresentando um quadrado (contido em um círculo) com quatro portais. Cada um deles tem o formato de um "T". Ainda existem alguns desenhos que podem inclusive trazer uma representação de Buda em seu centro.

Monges que se dedicam a criação de mandalas por meio de areias coloridas

Também existem monges que se dedicam a criação de mandalas por meio de areias coloridas. Esse trabalho pode levar dias, dependendo da complexidade do desenho e da riqueza dos detalhes. Além da régua, necessária para garantir a simetria de cada pedacinho da mandala, os monges também usam um funil metálico e uma varinha para ‘colorir’ o desenho. Em contato, a varinha provoca suaves vibrações no funil que despeja aos poucos a areia nele contida. Os budistas acreditam que esse ritual gera energia positiva no ambiente e agracia as pessoas que podem assistir à mandala sendo desenhada. Essa forma de arte e contemplação teria sido inventada pelo próprio Buda e cada parte do desenho representaria suas lições.

Seu papel na meditação
Assim como em sua origem, a mandala é usada até hoje no budismo, no hinduísmo, no tantrismo e na yoga como ponto focal para meditação. Sua constituição com formas geométricas concêntricas e a complexidade do design ajudam os praticantes na contemplação, e na busca pela calma e exploração interior.

Os budistas acreditam que a mandala é a representação do nirvana por inspirar paz interior e iluminação. Quem medita mentalizando ou se concentrando nesse símbolo relata ter alcançado a serenidade e a clareza.

Além da crença
Ao ser introduzida no mundo ocidental, a mandala assumiu outros papéis. Para a psicanálise (segundo a teoria Junguiana), a mandala seria o círculo mágico que representa simbolicamente a luta pela unidade total do eu. Esse conceito teria surgido no início do século XX com Carl Jung, psiquiatra suíço responsável por fundar a psicologia analítica, que estuda a importância da psique individual e sua busca pela completude. Acredita-se que a cada manhã, Jung colocava seus pensamentos no papel desenhando figuras circulares e estimulava seus pacientes a fazerem o mesmo.

Camisa Mandala 

A mandala hoje em dia
Por ser tão completo e perfeito, cada vez mais vemos referências a esse símbolo em nosso dia a dia. Seja em elementos de decoração, arquitetura, artes ou moda, a mandala se faz presente inspirando, mesmo sem percebermos, a busca pela paz interior.

Se você gostou de todo o significado que a mandala traz para a nossa rotina, não deixe de conferir os produtos que têm esse poderoso símbolo em suas estampas: Calça Flor, Calça Flor Plus Size e Camisa Mandala!

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Conheça os rituais que os Monges Budistas seguem para se alimentar

A rotina dos monges budistas é algo que sempre desperta curiosidade. A forma como vivem e como seguem suas rotinas de devoção estão frequentemente em pauta nos meios de comunicação e não é para menos: com um dia a dia simples e austero, os monges se dividem entre suas tarefas, momentos de oração e busca de autoconhecimento. Já a disciplina que eles desenvolvem é fundamental para que tudo seja feito com harmonia.

Neste post, nós vamos te contar mais sobre a alimentação dos monges budistas na Tailândia: como recebem a comida, o que podem e o que não podem comer, além dos rituais que devem seguir para se alimentarem todos os dias. Confira!

 

Monges Budistas recebendo doações de alimentos
Rotina matinal dos monges budistas
Você já deve ter visto essa imagem antes: monges com suas túnicas alaranjadas, organizados em fila, com um tipo de cuia à tiracolo aguardando por alimentos. Então, para começarmos, saiba que os monges budistas (seja na Tailândia, ou em outros lugares do mundo) não podem cozinhar ou comprar alimentos. Tudo o que eles comem deve ser recebido como doação, ofertado por fiéis e seguidores do budismo.

Outro aspecto importante sobre isso, é que os monges não podem ‘estocar’ as doações de alimentos que recebem. Ou seja, a ronda que fazem por comida deve ser feita diariamente, pela manhã. Ao retornar para o templo, os monges fazem a seleção do que vão comer e planejam como vão se alimentar ao longo daquele dia. Muitos fazem apenas uma refeição, enquanto outros dividem os alimentos recebidos entre o café da manhã e a última refeição (que sempre deve acontecer antes do meio-dia).

 

O arroz é um dos alimentos que pode ser ofertado aos Monges
O que os monges budistas podem comer
Os alimentos que podem ser ofertados aos monges para a refeição matutina estão em cinco categorias: alimentos básicos (como arroz), sobremesas, alimentos secos ou em conservas, peixes e carnes. Mesmo tendo feito a última refeição até o meio-dia, os monges budistas podem comer alguns alimentos ao longo do dia, como: mel, açúcar e xarope, ghee, manteiga e queijo. Importante ressaltar que as doações de comida não precisam ser feitas em grande quantidade. O que vale é a intenção da pessoa em doar. O alimento também não precisa ter sido feito por quem está doando. Se estiver viajando pela Tailândia e quiser fazer sua doação, você pode comprar comida em estabelecimentos locais e ofertar aos monges.

Quanto às restrições alimentares, existem dez tipos de carne que os monges não podem comer: carne humana, carne de elefante, de tigre e de tigre amarelo, de leopardo, de urso, de leão, de cobra, de cachorro e de cavalo.


Os Monges Budistas só podem se alimentar por doações
Como os monges budistas devem se alimentar
Toda a refeição que o monge budista faz está sempre rodeada de devoção e respeito ao Buda. Por essa razão, antes de se alimentarem, eles oferecem a comida à imagem sagrada com cantos, reverências e orações.
Caso o alimento não tenha sido ofertado, ou tenha sido doado no dia anterior, o monge não poderá consumi-lo.

Já os alimentos que não são selecionados pelos monges nunca são descartados. Prioritariamente, freiras e crianças que ajudam nas redondezas dos templos são contemplados. Em seguida, pessoas pobres chegam para as doações que são feitas ao meio-dia. Toda e qualquer sobra é então oferecida aos cães e gatos do templo. Ou seja: zero desperdício!

Mesmo tendo familiares e conhecidos nas regiões que circundam o templo, os monges budistas não podem pedir por um determinado tipo de comida, como o prato que mais gostam. Caso alguém diga o que for levar a eles no dia seguinte, o monge também não poderá comer o alimento. Ao todo, são 30 regras sobre alimentação que os monges budistas devem seguir.


Interessante, não é?! O mais importante em conhecer essa rotina é perceber que, para os monges budistas, receber a doação de alimentos é algo muito maior do que apenas a manutenção do corpo e da saúde. Eles integram um tipo diferente de economia: a cultura de doações, em que retribuem tudo o que recebem com ensinamentos aos seus seguidores. Para os monges budistas, a doação faz parte do sentido da vida.

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Yoga e Calça Thai: mais que conforto, uma sinergia de valores

Desde que começamos a vender as Calças Thai no Brasil, sempre relacionamos muito nossos produtos à prática do yoga. Racionalmente, é fato que essa relação faz sentido, já que o modelo das Calça Thais, seus tecidos, cores e caimento, faz com que elas sejam ideias para que as pessoas pratiquem tal exercício. Porém, indo além, há uma forte conexão implícita e emocional nessa relação: é uma questão de sinergia de valores.

O yoga (no Brasil também escrito ioga), é uma prática que harmoniza corpo, mente e respiração, unindo posturas, o próprio respirar e a meditação. O termo vem do sânscrito, mais especificamente da palavra yuj, que quer dizer "unir" ou "integrar". Ele está relacionado com práticas de meditação tanto no budismo quanto no hinduísmo, porém, hoje em dia é praticado por diversas pessoas em todo o mundo, sem estar necessariamente ligado a religiões ou doutrinas. Hoje, o yoga tem diversas ramificações, indo desde as práticas mais lentas e introspectivas, até as mais ativas e interativas. 

Yoga Movimento

O fato do yoga ser tão eficiente no cuidado do corpo quanto da mente fez com que ele se difundisse muito nos dias atuais, com as pessoas vivendo rotinas agitadas e buscando momentos de calmaria em meio ao caos do dia a dia, diminuindo seus níveis de estresse. Em termos físicos, o yoga corrige postura, tonifica músculos, aumenta a flexibilidade, alonga e ainda pode fornecer mais energia ao corpo. Há ainda benefícios mais específicos envolvidos, como controle de pressão arterial e níveis de colesterol. Mas o mais interessante disso tudo é perceber como esses resultados estão intimamente ligados com a questão mental e espiritual.

Esses benefícios físicos têm a ver com toda a transformação espiritual que a prática cotidiana acarreta, melhorando o funcionamento dos órgãos e trabalhando uma respiração mais consciente e saudável. Ao mesmo tempo que promove energia, o yoga gera um grande estado de relaxamento e paz de espírito. Assim como o Tai Chi, outro exercício conhecido como meditação em movimento, o foco na respiração tem como consequência uma maior concentração e determinação na execução de tarefas do dia a dia. 

Calça Yoga 

Para praticar tal exercício, a roupa utilizada exerce grande influência no sucesso dos movimentos. É muito importante que, durante a prática, as pessoas estejam extremamente focadas no seu corpo e sua mente. Por essa razão, é necessário estar utilizando roupas que não incomodem e permitam que seu foco esteja voltado inteiramente para você: estar presente de corpo, mente e alma é segredo para a eficiência do exercício. Além do conforto, o yoga também está muito relacionado ao autoconhecimento, e suas roupas precisam ter a ver com isso, ou seja, menos padrões de beleza e mais roupas que façam você se sentir quem você realmente é, com conforto, segurança e beleza. 

Como dissemos no início do texto, a questão física, do conforto de uma Calça Thai para praticar yoga, é muito importante: as coleções com elástico na cintura e elástico nos tornozelos são as mais indicadas, pois auxiliam na firmeza da peça durante os movimentos. Os tecidos naturais também fazem a diferença considerando o contato intenso com o corpo. Durante a prática, você pode esperar conforto, além de que as calças são bonitas e estilosas.

Calça Vibe Bege

Mas ainda maior que isso é a relação dos valores da Calça Thai com os benefícios e resultados do yoga. Acreditamos que todo ser humano deva buscar o conhecimento interior e sempre ir à procura de uma vida com mais tranquilidade e plenitude. Além disso, prezamos por uma rotina saudável, onde consigamos equilibrar um corpo sadio, ativo e disposto, com uma mente positiva, otimista e em paz. Essa consciência vem tanto do estilo de vida tailandês, quanto com o otimismo brasileiro, que nos ensina tanto tods os dias.

Como você pode encontrar na nossa página Sobre Nós, que fala um pouco mais sobre nossos valores e crenças, queremos ser muito mais que uma peça no seu guarda roupa. A Calça Thai, mais do que roupa, tecido e costura, é uma representatividade de um estilo de vida mais leve, consciente e presente.

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A reflexologia tailandesa: descubra sua origem e seu poder de cura

Sabemos que os tailandeses são apaixonados por massagem - a massagem tailandesa, por sinal, é uma das mais famosas do mundo. No Brasil, muitas vezes ela é confundida com técnicas diferentes das originais, e já até falamos aqui no blog sobre a desmistificação da massagem thai. Aqui na Tailândia, além da massagem corporal, um tipo de terapia muito praticado é a reflexologia podal: uma terapia ancestral, que começou há mais de 2.000 anos.

Reflexologia Podal Tailandesa

Com influência de técnicas chinesas, japonesas e coreanas, não se sabe exatamente qual foi o local de surgimento da reflexologia thai. Quando o budismo chegou na Tailândia, a massagem já foi aliada a artes de cura, sendo que dentro dos próprios templos era possível encontrar escolas médicas que ensinavam técnicas de massagem para monges e para a população.

Ainda que a reflexologia seja realizada nos pés, ela tem efeito em diversos órgãos internos do corpo humano. A ideia é justamente levar a ação do pé para outras partes do corpo. Ela parte do princípio de que nos pés há um mapa completo do corpo humano, ou seja, são áreas reflexas que, quando ativadas, refletem em todo nosso organismo internamente. De acordo com a acupuntura, há 7.200 terminações nervosas sensoriais em cada um de nossos pés, terminações essas que se comunicam com nossos órgãos.

Reflexologia Podal Tailandesa - pontos

A lógica é que as pressões aplicadas em determinados pontos faz com que glândulas sejam impulsionadas, de modo que o corpo vai encontrando seu equilíbrio. Além da terapeuta utilizar sua própria mão e seus próprios dedos, também faz uso de um bastão de madeira, que nem sempre gera uma sensação muito confortável, mas traz efeitos para um organismo mais sintonizado. 

Reflexologia Podal Tailandesa Bastão

Aliar a massagem tailandesa tradicional à reflexologia podal é uma ótima ideia: cada uma gera efeitos em um componente, trazendo uma complementação holística para o ser humano. Enquanto que a massagem auxilia o equilíbrio da mente e do corpo externo, a reflexologia estimula órgão internos. Ela produz uma sensação única e profunda de relaxamento e bem estar.

Além de relaxamento e equilíbrio, a reflexologia também auxilia a circulação sanguínea saudável. É conhecida como uma terapia que melhora a saúde e a serenidade mental. A tradição diz que cristais de cálcio e ácido úrico que se formam pelo corpo são dispersados. Há também comentários sobre o alívio de estresse, dores crônicas, alergias, alta pressão arterial, disfunções de sono, fibromialgia, artrite, diabetes e problemas digestivos e gastrointestinais.

Aqui na Tailândia, o local mais tradicional para receber e aprender sobre a reflexologia podal tailandesa é no tempo Wat Pho, que conta com uma escola de massagem chamada Wat Pho Thai Traditional Massage School. Se vierem até aqui, não deixem de testar os dois tipos de massagem, a tradicional e a reflexologia, e compartilharem sua experiência com a gente!

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Sabe o que está estampado nas moedas tailandesas? Descubra aqui!

Talvez você já saiba que a moeda utilizada na Tailândia é o Thai Baht. Comparada ao Brasil, com 1 real você compra aproximadamente 10 Baht, sendo que o câmbio varia geralmente ficando entre 8 e 12 Baht. Mas você já procurou saber o que vem estampado nas faces das moedas?

Em um país em que a doutrina religiosa é tão forte, dominada pelo budismo, nada mais justo que homenagear os locais que representam essa cultura, que tangibilizam o espírito de paz aqui da Tailândia e que une os tailandeses: são os Templos.

Cada uma das moedas tailandesas têm um Templo em uma das faces, e todos são temples localizados na cidade de Bangkok.

Na moeda de 1 Baht, que vale quase 1 centavo de Real, vemos o Templo do Buda de Esmeralda. Ele é o Templo mais sagrado da Tailândia, ainda hoje é usado como capela do Rei e é o único onde não residem monges. Fica dentro da Capela Real, ou Wat Phra Kaew, ao lado do Grand Palace, no centro antigo de Bangkok.

Templo do Buda de Esmeralda

Já na de 2 Baht, o Templo estampado é o Golden Mount. Ele fica no Wat Saket e é da Era de Ayutthaya. Subir os degraus do Golden Mount coloca tudo em perspectiva e oferece uma vista linda da Ilha de Rattanakosin. Em novembro, um festival no Wat Saket leva uma procissão com velas até o topo do Golden Mount.  

Golden Mount

O Templo de Mármore fica com os 5 Baht. Ele fica localizado em uma região mais afastada de Bangkok e por isso recebe menos visitas que os outros; porém, por conta da sua estrutura de mármore e vitrais, além de 50 estátuas de Buda no topo, alguns dizem ser um dos templos mais bonitos do país.

Templo de Mármore

 

Por fim, a última e mais alta moeda, a de 10 Baht, o Templo do Amanhecer, ou Templo da Alvorada, conhecido em inglês como "Temple of Dawn". Ele se localiza na beira do principal Rio de Bangkok, o Chao Phraya: ao realizar um passeio de barco pelo rio, a vista do templo todo iluminado à noite é maravilhosa. 

Templo do Amanhecer

Quando vier à Tailândia, não deixe de visitar cada um deles!

*Crédito das imagens: @RatiButr

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A cultura tailandesa dos Espíritos: proteção e crença (e um pouquinho de medo)

Já sabemos que a Tailândia detém uma cultura extremamente espiritualista. Aqui no blog da Calça Thai, já falamos sobre o xamanismo e sua busca pelo mundo dos espíritos. Também sobre a enorme quantidade da população que é budista e como o país é impactado por conta da religião. Diante de toda essa inclinação espiritual, um ponto se destaca: os espíritos, ou Phi, na língua thai. Intrínsecos entre as crenças dos tailandeses, os espíritos trazem proteção - mas por ser algo sobrenatural, também causam algum receio.

Budismo - Espíritos

Acredita-se que os espíritos estão por toda parte mas principalmente em algumas árvores, perto de templos e em casas abandonadas. Se você compra um terreno para construir uma casa, por exemplo, assim que sua casa estiver de pé, o próximo passo é construir a casa dos espíritos. Isso ocorre justamente porque a crença diz que os espíritos já estavam lá antes de você chegar, dessa maneira, você precisa proporcionar moradia para os mesmos. Essa casinha se encontra em quase todas as casas e prédios pela Tailândia, até mesmo em estabelecimentos comerciais e universidades, e todos os dias recebem oferendas do povo, como incensos, flores e comidas. Uma curiosidade é que é comum encontrar refrigerantes sabor morango nas casas dos espíritos, já que acredita-se que eles gostam de bebidas doces. 

Casa dos Espíritos - Fanta sabor Morango

 A crença nos espíritos é muito antiga, tendo surgido a partir de lendas do folclore local. Pouco é encontrado escrito e registrado sobre isso: a maior parte dessa cultura é transmitida pela contação de histórias entre as famílias. A mídia moderna também contribui para que essa crença se mantenha viva e seja ainda mais disseminada, já que diversas novelas e filmes tailandeses incluem espíritos em seus enredos e trazem esse ponto à tona, principalmente puxando para o terror - o que pode influenciar no nosso próximo ponto: o medo que alguns tailandeses sentem de espíritos.

Oh My Ghost! Thai Movie

Ainda que os tailandeses prezem pelo bem estar dos espíritos, sempre garantindo que eles estejam bem cuidados, muitos deles também têm medo de encontrar um espírito por aí. Tal característica pode ser influenciada por essa abordagem da mídia moderna, que na maior parte dos casos traz os espíritos como criaturas assustadoras, aterrorizantes, muitas vezes até mesmo deformadas fisicamente e causando susto em pessoas comuns. Conversando com tailandeses, é comum compartilharem histórias de tensão, como casos que eles mudaram a rota de uma viagem por acreditarem ter visto um espírito pelo caminho, ou não querendo entrar em um quarto de uma casa por acreditar que estão ouvindo ou tendo sinais da presença de um espírito, ou mesmo deixando uma cama vaga dentro do quarto, para que o espírito possa dormir.

Para quem não acredita, é difícil entender como tudo isso funciona, porque é algo que acaba se tornando muito distante do racional. Já para aqueles que têm essa crença, é algo tão normal que já está intrínseco no dia a dia: faz parte da cultura, das casas, das ruas e da sabedoria popular. Essa é mais uma parte da riquíssima cultura espiritual tailandesa - e fique ligado que sempre vem mais por aí!

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A Ásia em festa: Ano Novo Thai e Holi Festival Indiano

Se tem duas coisa que a América Latina e a Ásia têm em comum são a religiosidade e a variedade de feriados e festividades: há sempre uma razão pra celebrar. Entre todos os que existem na Ásia, dois deles nos chamam a atenção - um típico da Tailândia e outro da Índia. Ambos cheios de vida, cores e muita água! Quer saber mais?

Songkran – O Ano Novo Tailandês

Songkran

Apesar da Tailândia seguir o calendário ocidental, onde o novo ano começa em Janeiro, ela sempre comemora uma outra celebração de renovação de ano, o Ano Novo Thai, ou Songkran. Ele é celebrado no mês de Abril, no dia 13, se prolongando pelos dias 14 e 15. O termo Songkran vem do sânscrito e significa "passagem astrológica", ou seja, nos remete a transformações, renovações e mudanças. A festividade é mantida no calendário solar budista e também no hinduísta. 

Na prática, a festividade se torna um feriado de quase 1 semana entre os tailandeses, e envolve muita água: por meio de guerrinhas de água espalhadas por toda a cidade, com arminhas, baldes e mangueiras, a ideia é limpar as impurezas e problemas do ano anterior, e se renovar para o ano que começa, tendo um início novo e fresco. Apesar de grande parte do comércio fechar durante esse tempo, é uma época muito interessante para se visitar a Tailândia, exalando boas energias e diversão.

Holi Festival - O Festival das Cores Indiano

Festival Holi

Também conhecido como festival do compartilhamento de amor, a Holi sempre cai entre o fim de Fevereiro e o começo de Março. A festividade se inicia com uma fogueira, que semelhante à simbologia da água no caso do Songkran, a ideia é limpar todo o mal interior, nesse caso queimando ao invés de molhando. O próximo dia é o mais conhecido mundialmente: uma "guerrinha de cores", onde os mais diferentes e vivos tons são compartilhados em formato pó e líquido, por meio de uma água tingida e colorada. A ideia é que todo mundo se pinte e se divirta, sem restrições de interação entre classes sociais, idade, gênero: durante a Holi, todo mundo é igual.

O festival, tão amado pelos indianos e hoje disseminado pelo mundo inteiro, carrega consigo várias simbologias e filosofias: a vitória do bem sobre o mal, a chegada da primavera, a gratidão pela boa safra, e também nos remete a um momento de interação, sendo uma oportunidade para conhecer ouras pessoas, se divertir e dar risada, perdoando erros, esquecendo problemas, e se acertando nos relacionamentos com outros próximos de você.

Songkran e Holi

Apesar de serem festividades diferentes, de datas e culturas diferentes, as duas possuem diversas semelhanças.

Em ambos os casos, o povo ocupa as cidades e as festas acontecem na rua, em parques e espaços públicos. Nessas épocas, todo mundo é igual: se molham juntos, se pintam juntos, se divertem juntos. As ruas enchem de gente com sorriso no rosto e arminhas ou tintas na mãos, a fim de celebrar a vida.

As duas também envolvem água, o que em ambos os casos representa a renovação. E não é só um baldinho por pessoa não: a água fica disseminada por toda a cidade e todos os participantes voltam pra casa encharcados. A Holi ainda conta com o complemento das cores, o que não ocorre no Songkran. Nesse caso, além de molhado, todo mundo volta colorido: cores neons, alegres, vibrantes. 

Ainda que as manifestações tenham bastante em comum, o que mais une os dois festivais é seu objetivo maior: a vontade de deixar o mal para trás e fazer com que o bem prevaleça. Festas lindas feitas por pessoas do bem!

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Descubra como os tailandeses encontram o caminho para o mundo dos espíritos

 
Xamanismo: “Conjunto de manifestações, rituais e práticas presentes em inúmeras sociedades humanas e centralizadas na figura do xamã, em seu papel de intermediação entre a realidade profana e a dimensão sobrenatural, em seus transes místicos e nos poderes mágicos e curativos que lhe são atribuídos.”
 

Quantas palavras excêntricas em uma definição só: rituais, xamã, profana, sobrenatural, transes, mágicos. Só de ler esse verbete já vem aquela sensação de que estamos entrando em um espiral, ou nos envolvendo com um universo psicodélico. Na realidade, o xamanismo é repleto de tradições e até os dias de hoje é um forte traço da cultura e religiosidade no Norte da Tailândia.

Ainda que o budismo e os monges sejam o grande ícone espiritual da Tailândia, escondidos em vilarejos locais estão líderes carismáticos que carregam tradições espirituais por milhares de anos: os xamãs. Os xamãs têm empregos comuns – são professores, motoristas, comerciantes -, e levam vidas ordinárias em grande parte do seu tempo. Muitos deles já passaram um tempo de sua juventudade em monastérios e são fluentes em Pali e Sânscrito – vindas da Índia -, e Khom – vinda do Camboja. A quase “profissão” sobrenatural que levam em paralelo foi trazida a eles pelo mundo espiritual.

Xaman Tailandes

A filosofia xamã acredita que os escolhidos são presenteados com uma graça sobrenatural, recebendo visitas espirituais e guias, ou gurus, que os fornecem poderes transcendentais. Suas percepções e conhecimentos devem ser utilizados a fim de liderar sessões e rituais de bênçãos, curas e prosperidade, e ajudar pessoas com problemas psicológicos e físicos. Os rituais trazem uma conexão com seres superiores conhecidos na Tailândia como Thevada, que são como anjos. A ideia é que o xamã possibilite momentos de recordação da alma e conexões com guardiões espirituais.

As tribos do Norte da Tailândia contam com mais de 3000 tribos espalhada por diversos vilarejos. Elas são formadas por povos que migraram da China, do Laos e de Myanmar e esse mix de tradições fez emergir uma cultura comum, expressada na comida, no artesanato, nos hábitos e nas práticas de cura – realizadas pelos “healers” (curadores), ou xamãs. Nessas tribos, acredita-se em uma cause espiritual das doenças do corpo. Dessa maneira, a cura deve ser feitas espiritualmente primeiro e depois fisicamente.

Xaman Tailandia

Cada tribo tem também particularidades. A tribo Karen acredita que todos os elementos têm espírito: árvores, animais, montanhas, e busca a harmonia e a paz por meio desses espíritos. Entre os Hmongs, o xamã é chamado para determinar a causa de doenças. Se ele determinar que a alma foi roubada, uma cerimônia envolvendo toda a aldeia é realizada para trazê-la de volta ao corpo. Já entre a tribo Lisu, acima de todas as aldeias há um altar ou santuário para adorar o espírito guardião. Uma curiosidade é que nenhuma casa é construída na frente da outra, a fim de garantir que o caminho espiritual do altar até a porta das casas não sejam obstruídos.

A partir do xamanismo, essas tribos descobriram como maximizar habilidades humanas do corpo, alma e espírito, buscando a cura e a resolução de problemas de diferentes níveis. Enquanto que monges budistas representam a espiritualidade tailandesa e são a face do país em termos de religião, os xamãs, com seus rituais difíceis de serem encontrados abertamente pelo país, têm iluminado o caminho para o mundo dos espíritos – mundo esse que tanto fazem parte da cultura e das tradições das tribos do norte.

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